terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As voltas que  mundo dá deixam os acontecimentos mais fáceis de serem entendidos.
Muitas voltas depois, percebo o quanto reclamei à toa. Quão sábio pode ser o destino a despeito daquilo que desejamos para nós mesmos.
O que mudaria um futuro idealizado para um realmente bom?
Gosto de sentir cada minúscula sensação. Cada sopro em milímetros de pele e músculos e o que vem depois.
O crescente dessas sensações me anestesia em meu mundo real idealizado e percebo que no fim das contas não dá pra ser mais feliz do que sou comigo mesma. Mais alegre, sim! Sempre!
Mas, mais feliz, acho difícil.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Meu corpo tem demonstrado em claros sinais de sombra e dor, o quanto a minha alma sente-se sufocada.
Sinto que lutar tem me roubado as forças e que eu talvez não aguente por muito tempo. 
Sou uma inútil.
É o que me tornei ao longo da caminhada e agora as lágrimas que teimo em não deixar cair tem me afogado constantemente.
As luzes iluminam olhos distantes demais para que eu consiga enxergar.
Essa é a sensação de ser alguém sozinho no mundo.
Ninguém está preparado para ouvir a verdade.
Falando em ouvir, não me interessam as palavras de auto-ajuda de quem nem mesmo acredita nelas.
A escuridão sob meus olhos reflete a escuridão em mim.

sábado, 20 de novembro de 2010

Durante muito tempo eu mesma me mantive presa em uma teia de ilusões. Insistindo em não aceitar a verdade que eu via à frente e por trás de meus olhos.
Ontem, palavras de anjo, por meio de alguém que um dia chamei de amiga, mostraram-me a fina força tudo o que eu insistia em negar. Que eu não queria ver. E me fez perceber que eu não precisava ter medo de me libertar disso!
Estou livre agora. O universo se expandiu como em uma explosão e novos sentimentos se apossaram de mim, deixando-me modestamente feliz, mais leve.
Até deixei que alguém novo entrasse em meu coração, que agora acalma-se.
Fico feliz em amputar essa dor podre de minhas entranhas. De não pensar mais nela, mesmo que ainda exista...
Vontade de deitar ao luar e pensar nesse sorriso que me tirou  ar em um momento...


Vida nova(!)(?)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hoje as lágrimas me torturam tentando a todo custo saltar dos olhos, trazendo gritos, que irrompem minha garganta desesperados.
Não consigo permitir, não consigo evitar... E fico no meio do caminho sentindo a onda fria me bulindo por dentro. Derretendo o gelo que tento manter no coração, para deixar dormente as feridas que nele habitam.
Mas elas estão sangrando... Cutucadas com ferros em brasa de quem consegue se aproximar.
O gelo mistura-se. Me queima. A agonia mal me deixa respirar.
Metas... Tracei muitas que pretendo alcançar para esquecer que existe alguém dentro de mim.


Eu, morta. Apodrecendo por dentro. Aos poucos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quanto mais me procuro, mais percebo que me desconheço.
Perdi tudo o que eu era. Ou que achava ser.
Será que eu era mesmo esse alguém que tanto tento voltar a ser?
Não gosto do que enxergo em mim. Não gosto de ver que já não vale à pena. 
Perdi as minhas melhores qualidades, o que formava a pessoa a quem as pessoas que eu amo, amavam. Amam?
Sou hoje uma mistura de fingimentos e ilusões.
Não conheço a mim, e não deixo que ninguém conheça.
Quem poderia ficar perto de quem sou agora, se nem mesmo eu, vejo características boas o suficiente para me amar?
O destino do ser é a solidão. Já encontrei a minha solidão em mim, com doces, sons e imagens ao vento que me trazem um turbilhão de pensamentos soltos, voantes.
Como posso me recuperar se perdi toda a minha fé?
Nas coisas, nas pessoas, no mundo, em mim...
Por que as pessoas estão tão calmas?
Por que não se desesperam e gritam, e correm, e se rasgam... Como podem continuar assim tão quietas enquanto tanta inquietude toma conta de mim?
Toda essa raiva... Toda essa revolta...
Tanta angústia que sinto uma lama negra se apossando de mim...
Lágrimas demais, pai...
Não quero sucumbir, mas me parece que já é tarde.
Tô perdida...
Tão perdida...
Vontade muda de gritar! Entala a garganta. 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A mudança de ares não muda o que atormenta, tão internalizado está... 
Trouxe comigo minha nuvem negra que se mostra em bolsas roxas sob meus olhos... Por que, com tanta evolução, não inventaram uma borracha de memória?
Me humilhei, rastejei, chorei, sofri e pensei que aguentaria a pressão daquele que não aguenta nenhuma...
A dor de estar só não se comparar a dor de t6e-lo comigo.
Você nunca será meu.
Dentro de mim o cansaço se acomoda em cada canto onde existe você. E não consigo mais trazê-lo à lembrança sem que a mágoa, a revolta comigo mesma e a tristeza se manifestem, como amigas tentando me apartar de quem me faz sofrer.

domingo, 7 de novembro de 2010

O que me dirão os anos, se a vida agora só me diz que não vale à pena, que é em vão?
E se dentro de mim as ondas batem com força de raiva, revolta, agonia, tristeza e desespero?...
O que me dirão os anos quando a calmaria vier e eu não mais me importar?
Quando a ferida estiver fechada, parando de supurar...?
Como pude e deixar atingir tal nível de dor?
Eu sabia que a felicidade era falsa, mas não pude resisti à docilidade que a ilusão me oferecia numa bandeja colorida e polvilhada.
Fui tola. E fraca.
Faz parte de minha natureza ser tola... minha revolta é minha estupidez sem fim, na dor, no medo...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Recado para Lina

... Uma amiga sonhou comigo... Sonhou que eu estava deitada na cama dela, triste e eu olhava pra ela e perguntava: Eu sou verdadeiramente feliz? Ele é verdadeiramente feliz? Ela dizia que nós tentávamos, mas faltava algo... eu baixava a cabeça e continuava extremamente triste. Ela veio falar comigo por que ficou preocupada depois do sonho... E eu estou extremamente triste... Tentei de todas as formas me enganar mas ele tem sido cada vez mais estúpido comigo.. Distante, frio, até mesmo grosso quando fala comigo.. E por telefone, por que faz pelo menos uma semana que não nos vemos. Não quero ser essa pessoa triste de novo. E eu sou... Eu sou tudo o que mais odeio em mim. Vou terminar isso. Sofrer feito louca.. Mas parar de fingir. Se ele nem tentar... Nem sequer tentar... Nem amizade vai restar no meio de minha dor... Saudade

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Defesa x Ataque

Quantas vezes alguém se defende até passar para o ataque?
Quantas vezes alguém permite que lhe machuquem, que lhe derramem lágrimas e sangue, sem nada fazer?
Onde está a força e a razão de um 'ser' que não se preserva?
Onde está o amor próprio?
Onde está  auto-estima?
Hoje estou destruída e sem nada de mim.
Você me derrete, me ataca com sua frieza. Nunca me diz o motivos, nunca me dá a possibilidade de eu me defender.
Como eu ODEIO amar você!
Odeio, porque não conseguindo te odiar, odeio a mim mesma.
 E Tô tão cansada disso...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Es-va(i)ndo..

Sinto que ele vai me deixando mais uma vez... Junto vai meu sangue, meu corpo, meu eu... Arrastando, consumindo, devorando...
Todas as outras vezes foi assim também.
E mesmo sabendo como todas as vezes essa história acaba mal, insisto em revivê-la.
E para que?
Pra ficar aqui chorando calada, rejeitada, amargurada, com raiva de mim mesma e sozinha. Acima de tudo, mais sozinha do que nunca.
Por que cada vez que isso volta a acontecer, é mais forte e dói mais!
É possível ser alguém tão idiotamente masoquista a ponto de martelar a ferida que supura há anos?
É possível. Que sou a prova de que tais possibilidades mostram-se reais.


Quero chorar um mar inteiro... Com ondas, sal, estrelas, tesouros... Mas choro apenas dentro de mim!
Por quê?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Minha dor

A dor é latente. A dor que move o corpo do ator e se disfarça de dor e provoca risos e choros e faz transbordar almas de seres existentes nesse ser. Pergunto-me se não é essa existência múltipla que faz a angústia pairar em meu peito. Apertar, corroer estourar... Almas de pipocas brancas, simples e complexas. Almas que revoam de sentimentos fazendo-me quase explodir e agir impensadamente causando-me mais tormento. Minha salvação é talvez usar essa dor. Travestir-me com a dor que sinto e trazer à tona as almas que preciso tecê-las em minha rede de ilusões. Soprar balões para voarem alto e atingirem o ápice máximo que posso alcançar... A minha dor me faz respirar e ter cada vez mais vontade de respirar. Sentir esse ar atassalhando minhas almas, rasgando minhas vestes, mastigando minhas entranhas e causando mais dor. Minha dor é minha arte. É minha arte agir sobre essa dor e torná-la produto aceito em palcos iluminados. É trazer de dentro de mim a minha dor e mostrar como se fosse sua. É mentir a dor que sinto. Sentir a dor que minto. E seguir em um ciclo que se fecha em fogo e espinhos em volta de minhas entranhas corrompidas, dilaceradas. Minha dor me faz viva e lúcida de mim, mas me torna louca e perdida da vida que me cerca. Minha vida, minha erva. Meu veneno e redenção. A minha dor faz pulsar forte o meu coração. Faz bater as asas de minha imaginação e me faz sentir que há algo útil para ser feito. É conviver, existir, apropriar e usar, e viver, e amar. Por que a dor... vai doer do mesmo jeito.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma noite bem dormida com barulhos sem fim. Acordo cansada, com saudade de você em mim.
Seu abraço curador, há muito, não está por perto. Mas, fecho os olhos e caio em doces e nuvens, enquanto você me abraça, sempre que deito.
Sinto o meu peso, e seu abraço me consola. O cheiro, o sabor...
Como eu queria ter você agora, além de em minha imaginação. Sua falta invade os sonhos, e os doces tonam-se negros, derretem, pingam em estradas sujas com camadas de uma poeira fina e grudenta.
A sujeira impregnada me incomoda, mas não mais do que saber que não o tenho aqui.
Você traz a tona tudo o que há de bom dentro de mim, mas quando se vai, tudo se esvai. Fica apenas o que fica de tu, que pode não parecer e nem ser muito, mas preenche todo o meu ser.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

tuDutuDutuDu...

É estranha a agonia de tentar fugir de quem você é. Talvez seja mais estranho não saber o porquê de tantos motivos para fugir. É sempre uma questão de fuga. Tanta fuga que não leva a lugar nenhum... Tanta esperança de ouvir as respostas certas para todas as perguntas que nunca terão coragem de sair. Presas na garganta. Morrem nas presas, sugadas, consumidas em dúvidas cortantes como adagas. É como se fosse um sonho e quanto mais eu corro, mais fico distante do que tenho buscado desde o começo. Por que as coisas querem estar longe, correndo, e sorrindo de longe como se a brincadeira tivesse alguma graça? Mas eu tenho algo comigo. Algo que não foi nada fácil de conseguir, algo que pensei que nunca alcançaria, não importa o quanto eu corresse, buscasse e então de repente eu olho e ele está ao meu lado, justo quando canso de correr. E é tão valioso... Eu não deixarei partir. Não facilmente, não sem lutar. Dessa vez usarei todas as armas que eu puder pra mantê-lo sob as asas de um sentimento que não demonstra todas as dúvidas que tem. Eu e ele temos algo pra escrever. Uma história que desde o início mostrava-se épica, de dimensões imensuráveis e de forma indefinida. Talvez seja isso o que eu mais ame. Mas eu o amo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Faz um ano. Faz mil e um. Um segundo. O tempo torna-se relativamente estranho quando conto o tempo que você não está aqui. Seu sorriso está. Sempre estará. Seu olhar, belo. Sempre belo, Um horizonte em despertar.

sábado, 9 de outubro de 2010

Tô sufocando, afundando, me afogando em divisões de mundo que, há muito, tomaram qualquer espaço que eu pudesse ter tido algum dia.
Mas não lembro disso ter acontecido, ou melhor, quando isso aconteceu. 
Quando existiu esse espaço. Perdido no tempo.
Perdida, eu penso em que sentido isso tudo pode ter. O que não significa, fico esperando, sem saber.
O que tem nessa esperança?


Cansaço..

Ainda que de coração partido...

Oh amor... Todas as coisas que eu quero te contar cabem em minhas singelas palavras...
Às vezes não consigo te falar.
Não é fácil traduzir o que eu sinto. E se é algo ruim, eu te minto, omito, finjo estar tudo bem...
Só para não correr o risco de machucar.
Sei que essa posição te incomoda e prometo, meu bem querer, que estou tentando mudar.
Um dia, quem sabe, vou te contar tudo o que eu sentir, viver e acontecer.


Obrigada por seu significado, obrigada por estar ao meu lado e tanto amor me ofertar.
Você sabe e eu sei, que haja o que houver, e estejas tu onde estiveres, eu sempre hei de te amar!


Ainda que de coração partido...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

É estranho estar tão perto e tão longe. 
Sinto-me feliz em senti-lo cada vez mais perto, mais forte dentro de mim.
O sorriso está dentro do meu corpo, correndo, nadando nos caminhos dentro de mim.
Você me completa de um jeito que me deixa flutuando, pairando como se não houvesse nada cá dentro.
Eu te amo tanto, menino.
Sinto o tempo todo uma vontade imensa de cuidar de você, torná-lo mais forte, mas bonito, mais completo, mais meu.
Meu menino de sorriso bonito e olhos que me entregam o universo.
Beijando-o sinto-me no meu lugar no mundo.
No lugar certo.
Você.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Surreal

Tão surreal tornou-se minha felicidade. Tão cheia de leite e açúcar, que ao comê-la no café percebo o quanto estou viciada e o quanto gosto de estar. consigo ver a diferença de meu mundo com e sem essa sensação e mesmo sabendo que posso viver sem, prefiro continuar alimentando essa sede de sentimentos e sensações que despertam ao por do sol. fragmentos... juntam-se como espelhos em um rosto deformado e bonito. Mais belo do que poderia ser... Mais belo do que sou capaz de acreditar que fosse capaz. É estranho. Não ruim. e se tiver que acontecer coisas desse tipo? E se não for capaz de suportar, de entender as necessidades alheias a minha e a sua idéia de vida? será que o vidro cai ao chão e seus pedaços tornam-se menores? Tantos pensamentos. E passam tão rápido que não tenho tempo de ordená-los, quanto mais de decidir quais são certos e quais são errados. Não preciso crer no mundo. Ele não crê em mim. Mas nós conseguimos viver isso sem precisar acreditar. Não queremos saber as verdades e as mentiras, amor. Queremos passar por elas entrelaçando-as, desconhecendo-as tocando o ponto firme que traz o tremor, sugando todo o desejo e paciência. fervendo as partes frias e engolindo o que não quer aparecer. Eu quero você com uma força animal, às vezes e não tento conter o que a natureza me dá de graça. Dedos descansam correndo em mim. Sopro frio, pele arrepiada e essas palavras mal faladas que me chegam em suspiro. Brilho de um olhar desmanchado em farinha e ovos, batido com leite... Um olhar de mel, olhar mole e delicado e que me faz sentir uma dor. Gosto de dor. Alguns tipos de dor são feitas pra nos aperfeiçoar os sentidos. cortes e espuma e escorpiões traidores. Vento e sol, mar... Além do mar, cachoeira... E uma queda sem fim.

Surreal

Tão surreal tornou-se minha felicidade. Tão cheia de leite e açúcar, que ao comê-la no café percebo o quanto estou viciada e o quanto gosto de estar. consigo ver a diferença de meu mundo com e sem essa sensação e mesmo sabendo que posso viver sem, prefiro continuar alimentando essa sede de sentimentos e sensações que despertam ao por do sol. fragmentos... juntam-se como espelhos em um rosto deformado e bonito. Mais belo do que poderia ser... Mais belo do que sou capaz de acreditar que fosse capaz. É estranho. Não ruim. e se tiver que acontecer coisas desse tipo? E se não for capaz de suportar, de entender as necessidades alheias a minha e a sua idéia de vida? será que o vidro cai ao chão e seus pedaços tornam-se menores? Tantos pensamentos. E passam tão rápido que não tenho tempo de ordená-los, quanto mais de decidir quais são certos e quais são errados. Não preciso crer no mundo. Ele não crê em mim. Mas nós conseguimos viver isso sem precisar acreditar. Não queremos saber as verdades e as mentiras, amor. Queremos passar por elas entrelaçando-as, desconhecendo-as tocando o ponto firme que traz o tremor, sugando todo o desejo e paciência. fervendo as partes frias e engolindo o que não quer aparecer. Eu quero você com uma força animal, às vezes e não tento conter o que a natureza me dá de graça. Dedos descansam correndo em mim. Sopro frio, pele arrepiada e essas palavras mal faladas que me chegam em suspiro. Brilho de um olhar desmanchado em farinha e ovos, batido com leite... Um olhar de mel, olhar mole e delicado e que me faz sentir uma dor. Gosto de dor. Alguns tipos de dor são feitas pra nos aperfeiçoar os sentidos. cortes e espuma e escorpiões traidores. Vento e sol, mar... Além do mar, cachoeira... E uma queda sem fim.

domingo, 12 de setembro de 2010

Girando...

É que no fim das contas eu sou muito mais fraca do que eu gostaria de ser e todas as coisas não feitas machucam minha virgindade proclamada por agostos sem fim... Luas e planetas estão sempre em desalinho e eu estou cansada demais pra suportar tais mudanças de energia. Girando... Girando... Boas notícias carregadas de culpa e vergonha que deixam minha alma pesada, choro para aliviá-la, mas por vezes não é o suficiente. Quero chorar, mas não quero ninguém me perguntando o porque. As lágrimas são minhas. O Porque é meu! Não tenho meu espaço e por isso permaneço perdida em espaços criados dentro de mim. Um bem estar interno. Uma fuga de um mundo externo que me fere, que quer me devorar. Penso. Existo em mim. Sou diferente de tudo o que vêem. Não consigo me mostrar. Talvez eu não seja digna de mostrar. Talvez ninguém seja digno de ver! eu choro só e minha solidão trás lágrimas para acrescentar. Não há o que reclamar. Não há o que ceder... Me perco. Minha procura é sem fim dentro de um eu desconhecido. Inventado diante das circunstâncias. Existência criada. Sendo formada por fendas em mim.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Lindo dia de sol

Ainda permaneço no meu sonho. Com um sorriso bobo, como num limbo, sem querer me apartar daquela energia boa que você trouxe. Você era toda a luz do espaço onde a cena do meu sonho se desenrolava envolta em magia e felicidade. A falta que eu sinto de você foi amenizada, porque sua 'visita' fez-me sentir uma parte de você. Bem viva dentro de mim. Sempre o amei e a sensação foi que não te perdi por inteiro quando você se foi. O maior amor ágape que fui capaz de sentir, desde sempre, desde que o vi. um dos homens do meu coração, da minha vida.. Uma de minhas maiores dúvidas... Mas você nunca será um arrependimento! Eu amo você.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu poço sem fundo

A insegurança, por vezes me parece um veneno pior que o ciúme. Talvez por ser seu maior provocador. Pareço distante certas vezes. Distante de mim mesma. Uma distância dolorida, pagada com vodca, limão e gelo, além de um pouco de açúcar, pois já amarga o peso de falsas promessas feitas por nós dois. um amor que sempre existirá, mas que faz eu me perguntar sempre, por que não conseguimos falar tudo o que importa, tudo o que deveríamos falar uma para o outro... Sinto um medo estranho, inconstante em seu medo. Mas é tudo tão bonito; Se não for só aparência. Isso só a verdade vai dizer. Ou o tempo. Será que você lembra de tudo o que me diz em seu íntimo. Será que toda a nossa invenção não é o suficiente pra estarmos abertos? tudo para na garganta de minha felicidade e se segura nas crenças para não sair, pra não destruir o que quer que seja que eu acredite existir aqui. quanta vontade de gritar pra todos os ventos, mas eles não param pra me ouvir e não levam tudo embora. As coisas ficam... As palavras tornam-se adagas adentrando chagas mal fechadas. Há coisas que não queremos ouvir. Há outras que precisam ser ditas e não conseguimos falar. Por que somos humanos. Somos fracos o suficiente pra sucumbir em nós mesmos sem tentar pedir a ajuda de alguém. Me tire daqui e esqueças as coisas que eu não falei. Finja que nada disso existiu por que o que me dói não é ter feito e sim não sentir culpa e nem remorso por ter feito. Não me arrependendo me sinto traindo de verdade uma confiança depositada em anos de submissão e nacos mastigados com dentes de ferro... Bobeira e diversão e tanta vida e tanto medo... As coisas que eu escrevo são um desabafo silencioso de uma mente que tende a não parar um só segundo... Ando tensa, não descanso... Quero cair durante anos num poço sem fim e te encontrar cada vez mais fundo em mim... Quase certeza que será assim.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mundo girando, cabeça parada... Parada, mas não nesse mundo. É como se eu girasse em torno do mundo procurando cobrir o sol com lágrimas e nuvens que não existem. Toda essa felicidade em meus bolsos e eu não sei o que fazer com ela. Entretenimento vão que me faz fugir das coisas lógicas.. Não... Não há nada lógico nisso. Não é lógico. Não é pra ser lógico. É amor, vida, felicidade, ilusão, estranhamento, medo e tudo de uma forma boa e crescente. Eu tenho tanto medo de você e do que você me dá sem que eu peça, mas não totalmente. Dá e toma. Dá.... Dá... Toma e se entrega e eu aqui te vendo, vendendo minha alma pra apostar todas as fichas nesse jogo incerto. - Eu só não sei se é a forma certa de lidar com tudo isso... Por que minha face afunda na lama e eu perco a respiração mas quero afundar o resto de mim. Tantas provas que tudo é diferente. Busco diferenças em situações iguais e tudo fica parado. Pairando... Estou pairando nos braços de um sentimento sem pé nem cabeça. E tudo passa... E eu aqui.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Murro em ponta de faca

É como me sinto, dando murros em ponta de faca... Cortando, sangrando, esfolando e ainda assim, esmurrando... Não sei o que ainda me mantém aqui esperando por que eu sei que já perdi todos os motivos e agora estou perdendo também o pouco de paciência que me restava. Nossa invenção de amor... Nossa tentativa de tentar amar o outro por achar, talvez que o outro sinta isso, ou que talvez precise desse sentimento. Na verdade é mais um querer... Querer ser amado, mais do que querer amar que nos faz tentar amar mais do que ser amado, mas para que serve toda essa tentativa? Um medo sem fim que surge de tanta desconfiança e tanta falta de um amor próprio que fosse mais auto-suficiente... Eu tenho sentido muito e durante muito tempo peso desse sentimento que hora parece inventado, hora real, mas que de qualquer forma já não é o mesmo, por que as mesmas ações de sempre teimam em tentar destruí-lo. Acho que já passei por tropeços, trapaças e mentiras e o pior, tantas vezes pensei serem testes. Mas chega de testes, já provei tudo que havia pra ser provado, até mais de uma vez e simplesmente não agüento mais passar por isso. Não que pareça importante restar atenção a essas coisas, mas eu sempre me pergunto por que que sempre que eu estou quieta no meu canto você volta, vem atrás e me faz repensar em tudo que eu já decidi pela enésima vez... Você não vê que isso está me exaurindo. Me cansando mais do que eu poderia agüentar? Não quero mais jogar esse jogo, moço e se for pra ser assim, suma. Ajude-me a pular fora, por que faz tempo demais que eu vivo nessa agonia.

Eu sei que sou fraca, sei que já tive inúmeras oportunidades pra sumir de sua vida, mas você é meu amor inventado e eu quero ficar com você, mas não sei se essa decisão vai sobreviver por muito mais tempo se você continuar a fazer isso...

Labirintos sem fim com imagens vistas e palavras que cansei de escutar. Palavras que me negam todas as suas promessas assim que são ditas, mas em minha cabeça insisto em discordar daquilo que segue tão fielmente o passado.

Uma vontade rascante de gritar a plenos pulmões... Gritar ao vento, gritar a lua, gritar ao mar, gritar a você e ao mundo meu grito de cansaço e tristeza.

É isso, estou triste novamente hoje e grande parte dessa tristeza se cabe a você. Não mais do que a mim, que na verdade sou o motivo de minha própria derrota. De minha própria revolta. Eu que já levei tombos incontáveis e tapas na cara que deixaram marcas eternas e aiiiinda assim, P*** que pariu, ainda assim e insisto nisso tudo que nem vale mais a pena.

Acho que não te amo mais, então não me pergunte por que ainda estou aqui, por que eu simplesmente tenho medo de saber a resposta.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Nuvens

Um quarto que não estava onde parecia e sim em um sonho vivido por nós dois. Que ninguém mais saiba, não é preciso, será sempre nossa noite, nossa vida, nossas lembranças.
Muito mais do que as imaginações soltas alcançarão em seus devaneios. Eu sonhava e vivia. E perdida naquele limbo olhava teus olhos que mostravam um mistura de tantos sentimentos... Ternura, carinho, felicidade, tesão, duvida... Amor?
Meus olhos timidamente demonstravam muito do que sinto, senti, sentia... Não tudo. Nunca tudo será mostrado, da alma de uma mulher. Nunca da minha.
Você está em mime eu em você. Na madrugada vi nossas marcas e meu coração fortaleceu-se, mas tanta coisa passou em minha cabeça. As sombras do futuro me enevoaram o sonho por alguns minutos, mas você me olhou, sorriu e me puxou pra si. Não sabíamos o que fazer e isso dava um tom de primeira vez. Nostalgia. Eu te amo!
Por que a gente perde tanto tempo meu menino, quando deveríamos estar juntos,sendo felizes e encarando de frente todos os medos e barreiras. Por que a gente deixa a energia negativa, de tantos que não nos querem felizes, interferir em tudo isso. Tudo isso é tudo o que temos e somos em nós. Tanto.
Dedos com dedos. Mãos que se contraem. bocas que se tocam levemente. Intensamente.
Se procuram, se conhecem, se descobrem mais e mais e voltam aos olhares.
Não tenho como expressar o que foi. O que você é pra mim não tem definição. Um amor pra vida toda. Uma sede que não sacia. Dois pedaços de um mesmo corpo que não deveriam ficar longe e que queimam por estar perto.
Como podemos aguentar isso? Por que o fazemos.
Não seja tão covarde amor... Você não acha que vale a pena?
Lembre disso sempre... Lembre de mim.
Me sinta, me ame, me queira. Queime. Pense e lembre... Preferida

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A história

Todas as linhas que contornam o meu rosto Contam a história de quem eu sou Tantas histórias sobre onde eu estive E como eu cheguei onde estou Mas essas histórias não significam nada Quando você não tem ninguém com quem partilha-las É verdade... Eu fui feita para você Eu escalei os topos das montanhas Nadei através de todo o oceano azul Atravessei todas as linhas e quebrei todas as regras Mas querido, eu quebrei todas por você Porque mesmo quando eu estava destroçada Você me faz sentir como tivesse acabado de ganhar o euro milhões sim, você faz! Eu fui feita para você Você vê o sorriso que está na minha boca Ele está escondendo as palavras que teimam em não sair E todos os meus amigos que me acham abençoada Eles não sabem que minha cabeça é uma confusão Não, eles não sabem quem eu sou de verdade E eles não sabem aquilo por que eu passei como você sabe E eu fui feita para você Todas as linhas que contornam minha face Contam a história de quem eu sou Tantas histórias sobre onde eu estive E como eu cheguei onde estou Mas essas histórias não significam nada Quando você não tem ninguém com quem partilha-las É verdade... Eu fui feita para você É verdade... Eu fui feita para você!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Não rolou a gota d'água

Você sempre encontra um jeito de pelo menos dar uma alfinetada de tristeza na minha felicidade. Sabe o que é pior? Quase sempre consegue. Mas não dessa vez!!! Gato escaldado, amor!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Minha primeira sobrinha acaba de nascer. Sou eu que estou aqui a chorar... É tanto sentimento.

Cortem a cabeça dele...

Ai, ai... Adoro essa hora do dia. Hora que é cedo e tarde, dia e noite, claro e escuro, eu e você. Hora que vejo uma cabeça gigante a minha frente, tão "Tim-Burtonesca'... Cabeça que me olha e sorri e seu olhar diz mais coisas do que você queria dizer. Eu me vejo aí dentro, onde você não pode me esconder. Como em seu olhar... Por que tanto esforço pra negar o inegável... Por que você não quer assumir tudo isso que acontece aqui? Pode acabar, pode voltar, pode ré acabar, pode se transformar, pode surgir, pode me amar que ninguém vai ligar. Ninguém vai ouvir o que você diz só no meu ouvido. Mas você tem medo demais e as linhas de sua carta me perguntam o porquê. Tão antiga... Antigo medo, antiga carta, antigas perguntas com respostas sempre presentes. Recentes. Atuais. Não menininho, não adianta mesmo. Não adianta você fugir, não adianta eu esperar. Não adianta fingir que essa história é como qualquer outra se vemos claramente que não é. Simplesmente não é, e nunca será. Mas independente de tudo o que digo e faço e aconteço, eu te amo. Sempre amarei você de qualquer forma. Não espero que você entenda. Não espero que você aceite. não espero que você corresponda. Mas, preciso agir assim com você. Não vou mentir que é divertido, mas não apenas brincadeira, amor. Quero que entenda e aprenda. Quero que você simplesmente não ache ruim que eu não o prenda, por que não faz parte da minha natureza mantê-lo aqui contra a sua vontade. Não. Meu jogo é outro menino. Ao invés de prender você aqui, eu só farei o possível para que você mesmo queira ficar... Você disse que ia embora hoje, mas ficou mais presente do que nunca e sabe disso. Sinto suas mãos subindo e descendo em minhas costas e o cheiro adocicado do óleo... Pensamentos tortos me torturam a mente e me perco em minha agonia. Vou contra tudo o que eu quero ir, faço as coisas usando o pretexto de estar fazendo outra coisa, mas no fundo eu sei o que é e o que não é. Pimenta rosa. Tudo está em preto e branco e você está tão lindo. Brinquei com você eu é que estou aqui agora esperando que não tivesse sido interrompido o ciclo natural das coisas. Queimo e como pipoca e o sal têm um gosto especial. Banho quente. Frio. Pensamento em você e há uma ligação que traz o seu pra mim. Às vezes posso lê-lo. Leio-o mais do que gostaríamos, mas assim é a vida. Assim somos nós e assim seremos sempre! Ou pioraremos? Volte. É por isso que eu o deixo ir sempre. Só assim você voltará. Sempre por mim. Sempre para mim.

E muda...

Vem aí o meu serzinho... Ela apareceu em um momento em que eu já perdia as esperanças em um mundo com motivo para viver, e me fez derramar lágrimas de alegria no meu escuro mar de dor. Uma flor. Uma linda flor que brotou no ventre de minha irmã, e cujo laço consanguíneo logo pude sentir. Nada muda. Muda tudo. Transformações externas e uma e internas em tantos. Medo estranho no peito. Não há mais porquê. Saudade de quem não vi e lágrimas por ansiedade de dar um abraço em alguém que de fato não chegou. Mas chega hoje... Chega hoje e tudo muda... Chega hoje e faz minha vida ter uma resignificação. Te amo bebê! Amo torto, amo agora, amo sempre. Tua tia ama você!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A verdade

Em minha cabeça coisas rodam sem me dar paz. Pensamentos tortos, perdidos em noites mal dormidas e dores rascantes de corpo e alma. Não consigo afastar a sombra nebulosa que tem perseguido minha mente levando-a a pensamentos cortantes em mim. Quando em minha vida eu poderia pensar em fazer isso? Quando poderia, eu, pensar em pôr um fim a essa história que tanto fiz durar. Dei sangue e suor para manter essa relação, fiz o possível e o impossível e nem o improvável assim me parecia se fosse para vê-lo bem. Mas agora pensar em estar com você me deixa nauseada e chateada e eu quero ficar longe, mas por algum motivo que não vejo no fundo do copo de água transbordante, não consigo fazer o que sei que será o certo. É uma decisão que está concreta em minha cabeça, mas penso que minha alma não consegue concordar com ela. Duê você foi a pior coisa que me aconteceu na vida! Mas foi a melhor também, durante muito tempo... Minhas melhores lembranças estarão contigo durante muito tempo, porque nossa história foi uma das mais belas que poderia existir e não sei se hoje vejo de forma deturpada, mas eu via o amor em seus olhos e foi isso que me fez amá-lo. Mas agora eles só me mostram o vazio sem fim do buraco negro que está dentro de meu peito e há muito engoliu tudo o que vivi contigo. Por tanto tempo você tentou menininho, tentou tanto fazer com que eu te odiasse, ou que pelo menos não te amasse – ou fingiu tentar - que acabou dando certo. Não, não posso dizer que não o amo, pois sempre ei de amá-lo de alguma forma, mas meu menininho, meu menino a quem prometi que sempre amaria, a quem prometi que cuidaria e ninaria e embalaria o sono... Talvez eu não possa mais espantar seus pesadelos e nem velar teu sono. Essa relação já foi maternal por demais menininho e eu não consigo mais me machucar pra protegê-lo por que você usa sempre palavras duras demais com o meu coração. Você me engana tão facilmente, me matem suas mãos como um passarinho que após consertar a asa ainda se matem cativo por ter se acostumado a mão que o matinha ali. Não menininho, não consigo mais. Juro que tentei, mas já esgotei todas as forças que meu coração guardava para toda a vida... Não quero simplesmente olhar pra mim no futuro e ver que ainda espero por alguém que não vem e que talvez nem valha a pena... Como posso continuar dessa forma? São anos e anos de vida e muitos deles dedicados a você. Você que nunca foi nem nunca será meu. Sei que não conseguirei me afastar de você totalmente, a corrente não estica tanto e a garrafa está enrolada em um pano florido na cômoda de minha cômoda, mas eu quero ter o meu momento, quero ter uma vida independente do que você escolheu pra si e agora penso que é o que você espera de mim: que eu diga derrotada que agora você pode ir, você venceu menininho, cansei e peço que vá. O que dói é saber que não doerá em você... Você irá e eu ficarei mal e chorarei e o clima das noites me ferirá. Mas eu sempre estarei sorrindo não é? É o mal de quem atua... Atuar na vida torna-se um hábito constante para evitar perguntas desagradáveis de pessoas que não se importam de verdade, mas as vezes nos impede de demonstrar coisas que gostaríamos que alguém soubesse. Se bem que eu nem sei, prefiro que você desconheça meu sofrimento já que não lhe causa diferença alguma. Prefiro que pense que estou bem por que assim, pelo menos meu orgulho se mantém minimamente em paz. Você é a pior coisa que há na minha vida. Tanta dor como eu nunca supus poder suportar. Tanto amor como eu jamais poderia imaginar existir. Tanta vergonha que me olho no espelho como se visse meu ‘retrato de Dorian Gray’. Vergonha de ser tão fraca e idiota e não ter dado logo um basta em tudo isso. Vá e, por favor, não volte porque você sabe que eu sou fraca o suficiente pra te aceitar, mesmo quando você me diz com palavras diferentes que sou tão desimportante. Vá, por favor, porque eu não posso mais... Não há mais nada para ser levado de mim... Ficarei aqui esperando as ondas e o vento levarem a dor embora... A dor ou o ser Que nem sei mais quem sou.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Minha ilusão durou bem menos do que eu esperava... Foi-se com o vento frio da manhã. A paixão ficou, mas eu não vivo de sentimentos errôneos sempre... Ele me ama... É eu sei. Mas por que devo continuar me doando tanto pra alguém que sequer consegue se entregar? Sei que ele usa de muitos artifícios pra tentar me convencer de suas 'verdades', mas já não me engana e em meus pensamentos fico me perguntando o que acontecerá quando ele perceber que eu cansei e que não estou mais esperando que ele se decida. Não, eu me decidi. Fui mais rápida... Flash de luz perpassou minha mente e vejo tudo com mais clareza. Vai ser um susto e tanto menininho, mas me desculpa... Se você não quer ter uma vida por medo, então ficará só, por que medo de viver é a única coisa que eu não tenho! O licor de menta escorreu e senti o forte gosto do anis, o chocolate perdeu a doçura, baby. Meus olhares não são mais por voe. Já não há desculpas e eu sei que o seu sentimento será crescente, ao contrário do meu que caminhará em passos contrários. O novo alguém? Não estou certa de que será só pra te machucar. Quero me sentir querida e não desejada. Sei que sou um objeto, um brinquedinho, mas cuidado, o brinquedinho pode estar brincando com você e você nem perceber... Alguém girou demais o start, já não dá pra parar. Aprendi a me virar sozinha. Menininhos que se acham invencíveis e imortais já não são tão bem vindos e a sede aumenta ao passo que me aproximo do mar. Será infinito, mas não durará muito mais e daqui há anos, ambos sabemos, será apenas uma lembrança.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Borboleta pregada com alfinete

A felicidade passou e eu montei em cima. Desde então estamos voando e ela tem tantas coisas pra me mostrar. Amorzinho, cantarei, abrirei os braços e continuarei voando! Beba, pode beber.. Deixe o seu corpo entorpecido de sentimentos e beba de mim... Estou aqui por você!

Tudo muda! Mas tão rápido?

O mundo sorri pra mim novamente e eu não consigo para de sorrir de volta. Pareço estar tão entorpecida com as verdades impossíveis que mal para pra respirar o que não é. E eu estou lá. E eu danço. E eu canto. E eu vivo e recebo ligações por onde procuro enviar toda a minha felicidade. Há de contagiar. Seja assim sempre. Carinhoso, atencioso... oso, oso, oso... E eu ficarei onde estou. Onde estou por tempo indeterminável. Hoje uma menina atravessou a rua correndo. Era tão pequena e vestia um vestido cor de rosa, como poderia corre se para o seu tamanho mal deveria saber andar? Mas correu e o carro a atravessou. Uma miragem ou sorte e a menina teria atravessado a tempo. Olhei pra trás. Não, não havia menina, tempo e nem vestido cor de rosa. Apenas a rua lá, vazia e escura numa noite em que cães uivam. Fico esperando a luzinha acender, porém sem muita esperança. Deixo de lado tudo de importante que tenho para fazer para jogar meus pensamentos na "penseira" fértil que se tornou minha caixa de mensagens. Garganta seca a me rasgar enquanto rasgo os pensamentos e os arranco de onde estão. Eu tenho direito a isso. As palavras me voltam à cabeça e eu volto a me perguntar se estou me enganando mais uma vez. A madrugada me escondeu antes do sol raiar. Ferida, ferida, ferida, ferida, ferida em mim, ferida em outros, em todos. E isso cansa em demasia. Sentir dor é uma coisa que cansa em demasia. Há demasiados dias por viver. Eu nem sempre quero e isso e quase nunca sei o porquê.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Capacete...

As palavras estavam lá, mas não foram ditas, pude ouvi-las ecoar em mim. Meu corpo tremeu levemente, não esperava que você pudesse pegar tão pesado e, ao mesmo tempo confesso que esperava que você levasse a britadeira pra adentrar o magma em mim. Suas mãos foram doces e as palavras delicadas. e eu mal pude perceber quando baixei a guarda e sorri sabendo das verdades que seria ditas pelo seu olhar. Algo me soprava ao ouvido que a mensagem deveria ser enviada e com ela as esperanças e medos de alguém que já sentiu a lâmina fria adentrar a garganta. Sabia que seu pensamento me pedia uma resposta, um sinal de que eu estaria ali e aquela ligação não era apenas imaginação. Um burro no mato, sob a chuva. A ligação não foi uma surpresa, como não foi surpresa ouvir que você estava pensando em mi ao recebê-la. Não havia o que falar, mas algo precisava ser dito. Um abraço de urso com nuvens carregadas. Banana covarde e alianças partidas. Faz tempo que o amor chegou e nossas almas estão marcadas com o bem e o mal e o infinito. A garrafinha de vidro permanecerá sempre intacta... Sangue, algodão, trança, unha, alfinete, cabelo tampa de cortiça e gotas de velas derretidas... Nada está perdido e nem nunca estará. Não, não deixarei que você se afaste e não deixarei que os nossos medos nos impeçam de enfrentar o que quer que venha. Menino... Menininho... Consegui entender agora menino, por que não me desesperei, afinal eu estava certa e essa história não poderia ter um fim. Um gato correu na luz que rompia a escuridão fazendo amanhecer, o vento gélido fazia-me sentir tão viva. Eu, euzinha sinto um Saquenson por você. É mais que fogo, vento, luz, gelo, pano, cão, senha. Microfone, caneta, mais, fotos e cores e mais que sentir... ... Te amo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dia e chuva

O sol vai nascendo lindamente passando uma mensagem a quem ainda espera: Estou aqui mais uma vez, então não se recolha agora. Mas é preciso coragem pra continuar marcando os passos na areia, coragem que eu não sei se estou disposta a ter. Quem saberia explicar o mundo se não o sol e a lua em sua junção rara e bela? Eu ainda estou aqui, mas já não marco meus passos tortos na areia branca dessa linda praia. Estou parada e observo. Observo parada. Parada observo e não deixo a imagem se desfazer. Fugir de minhas pernas e braços parece-me impróprio. Pisar o mundo não trás de volta os meus pés, não trás de volta a corrida contra o tempo das lutas e batalhas que eu não tive coragem de travar. Mas o que me adianta continuar parada aqui simplesmente observando? Adianta... Posso aprender se abrir bem os meus olhos e jogar fora a visão do mundo lá fora. Ou talvez eu apenas queira acreditar que ainda há um lado bom na minha covardia de polainas e cadernos em branco. o banco invisível já não existe mais e nem as cartas me aquecem o peito. O frio que eu tanto amei, por tanto tempo, parece agora me dilacerar... Parece uma sina... Ser sempre dilacerada pelo que tanto amei... Amo... Amo tanto. Acho que me perco de tanto amor que sinto e não sei canalizar, por que esse amor não deveria mais existir nesse meu mundo habitado por criaturas ainda mais estranhas que eu e ele. Às vezes a gente encontra a vida quando estamos perdidos o suficiente pra não nos encontrarmos. Mas a chuva ainda está aqui e lava a alma que habita em mim.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O cansaço vence a ilusão

Por que esperar tanto por algo que simplesmente não acontece? 
Anos e anos a espera de alguém que parece ser jogado em minha vida como uma minhoca em um anzol e sempre que eu tento chegar perto o bastante é içado para as margens de uma realidade na qual eu não me encaixo. Essa minhoca tantas vezes parece se jogar em minha vida e tentar me seduzir que eu às vezes até esqueço que é uma 'isca' do destino pra me pegar mais uma vez, e acabo deixando o anzol entrar fundo na minha garganta em carne viva. 
Não. Minhas lágrimas não são de crocodilo. Portanto não irei ficar gastando algo tão precioso com mais uma fisgada desse anzol. 
É estranho sentir que a minhoca pairando a minha frente é a única que realmente interessa, e que, não importa quantas vezes seja puxada, um dia estará comigo em meu oceano de lágrimas e leite, partilhando da companhia agradável dos trampolins, velas, batons vermelhos e estandartes. 
Como? Se a vida é tão destroçada em tantos momentos... Como, se a coluna foi partida por tantas vezes, se já não há hora e nem lugar, e nem sabemos mais quem somos?... Como fazer pra ainda crer que em algum lugar alguma coisa ainda é real? 
É como se todos os lobos do mundo uivassem ao mesmo tempo e eu não ouvisse o chamado. Se eu pelo menos soubesse que a busca não é infinda, que a lua não vai permanecer em fase nova enquanto eu pareço minguar. 
Precisamos crescer. 
Vamos crescer juntas, a lua e eu, dando força uma a outra, pois com as marés ninguém pode. 
O mundo é assim, sempre se fazendo de bonzinho e sempre tentando enfiar o punhal pelo flanco desprotegido. Mas eu vesti minha casa e corri pra chuva, por que tudo o que eu quero do mundo é o que as pessoas desprezam por ser simples. 
Não adianta atirar, minha capa é resistente e me manterá segura enquanto ergo meu peito e ouço o som ao redor... É de sonhar... É assim que se faz... 
Não me importo sinceramente em parecer ser o que não sou, mas preciso desabafar e, eu estou aqui para me ouvir. 
O mundo sempre se choca com as coisas erradas e todas as verdades tem mais pontos de vista que um d20* jogado sobre as fichas.. Nunca saberei o que é certo, porque muitos dos valores do mundo parecem errados para mim. 
Como formar minha própria consciência vivendo em um mundo que não tem nenhuma? 
Eu, não, não pedi que me amasse... Mas também não pedi pra mentir dizendo que me ama se não é isso que sente. Por que se eu sou sincera com as pessoas, espero que eles enfiem a verdade em minha carne como uma agulha infectada de dor e solidão, do que permanecer com a ilusão, doença da alma, propagada por quem se acha maior que as forças naturais. 
Eu não pedi que me amasse... Pedi que pare de mentir e se afaste, pois não posso com a ilusão de um ser vão. Prefiro em vão ser, ser sem ilusão. 
Se for pra doer, que eu sinta rasgar... Que rasgue até se acabar e suma no buraco negro de minha existência. 
E suma. 

Noite sábia, natureza mágica.

-Ontem a noite Eu saí de casa ao anoitecer e senti o vento frio soprar em meu rosto. Há tempos não me sentia assim ao sair de casa, mas não, não era uma noite como todas as outras. Era uma daquelas noites em que tudo parece perfeito: O clima, o céu, até mesmo eu. A lua parecia mágica de certa forma... Uma dessas noites que a gente sente que qualquer coisa pode acontecer. Uma dessas noites que a gente sabe que o que quer que aconteça será bom, por que o clima nos faz acreditar estarmos em um sonho. Sim, foi assim que me senti como em um sonho. Meus pensamentos pareciam pairar ao meu redor e eu quase poderia tocá-los... Eu podia tocar dentro de mim e saber o que eu sentia, mas parecia não mais precisar disso. Era engraçado ver como o mundo estava em câmera lenta, ou será que eu estava percebendo ele rápido demais pra seu próprio curso? Sorri um sorriso que guarda segredos, tal qual Monalisa e percebi os olhares intrigados ao redor. A vida me dá momentos estranhos e tudo o que posso fazer é aproveitá-los ao máximo. O frio me mantinha aquecida e viva, posso sentir a chama em mim, ainda. O frio, vindo com o vento pra me sussurrar encantamentos aos ouvidos na esperança que a noite os apagasse de minha memória limitada de ser social. Confesso não lembrar seus murmúrios, ou talvez nem os tenha entendido, mas eles adentraram minha alma, mente, corpo e coração e eu me entreguei. É um tipo de prazer que não se acha nessa terra. Do tipo que queremos dormir cada vez mais para encontrar, mas eu estava acordada e ele estava bem ali, pairando em torno de mim, girando em pequenas lufadas de um frio gélido delicioso. Muito mais delicioso do qualquer coisa que eu tenha provado. Acreditem, não estou e nem estava sob influência de nenhum tipo de droga lícita ou ilícita, tudo o que fiz foi deixar o mundo agir sobre mim quando eu achava que nada mais fazia sentido ou seria bom e isso foi ótimo. A natureza é sempre sábia, nós é que nunca paramos para escutar.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sou mim!

-Esse é o e-mail que me fez dar origem ao blog. É estranho falar sobre minha vida atual, por que simplesmente parece que eu tô falando sobre a vida de uma outra pessoa. Como posso estar me sentindo assim, tão sem sentimento se eu já estive em situações tão mais exasperadoras (Exasperadoras, essa palavra existe? Acho que não. Tanto faz) e não me senti assim? Sabe, olhando pelo ângulo externo eu percebo que está tudo "dando certo", mas quando olho pra dentro tem esse buraco negro enorme me consumindo e eu nem sei o que causou isso. Eu finalmente encontrei coisas que eu realmente gosto de fazer e estou estudando e trabalhando com isso. O teatro é a melhor coisa que eu já fiz e eu me sinto muito bem em ensaios, apresentações e tudo o mais. Sinto-me feliz por poder ganhar algum dinheiro fazendo o que eu gosto que é atuar e ainda mais feliz em não ter grandes responsabilidades que me impeçam de fazer o que bem entendo com esse dinheiro e o pouco tempo livre que me resta. Sim, o tempo livre é curto, mas isso não é tão importante se o tempo ocupado me diverte, é ocupado com coisas que eu gosto de fazer. As aulas de circo são tão divertidas e revigorantes e me mantém com uma ótima sensação de vida. É como se eu visse as coisas que acontecem lá como cenas, como fotografias. O que as torna meio estranhas algumas vezes, por que é como se não se tratasse de minha própria vida. Tento fazer o que é preciso ser feito, mas salvo algumas poucas coisas que sempre fazemos pro obrigação (coisas da vida) eu não tenho o que reclamar. Certo, não estou apaixonada, meu "grande amor" (se é que posso chamá-lo assim) vai casar-se com a mãe de seu filho e eu vou continuar sozinha, mas se eu não estou sofrendo com isso, se não quero me descabelar e chorar, então ou eu tenho um grande problema ou não tenho nenhum e deveria estar me sentindo o ser mais feliz desse mundo, não? Então eu fico aqui, ouvindo Pearl Jam e escrevendo um e-mail sem destinatário e me perguntando o que há de errado comigo. Por que em nome dos Deuses essa 'anestesia de sentimentos'? E como eu me livro disso? Eu não acho que preciso de um namorado e nem que tenho tempo para ter um. Eu estou satisfeitíssima em meus quatro grupos de teatro, aulas da faculdade, aulas de arte circense, natação e violão nas poucas horas livres.. o que mais eu posso precisar?! Talvez um bom amigo que me escute, que realmente se importe e não se deixe enganar por minhas respostas não dadas... Mas as relações tornaram-se tão vazias... Tão vazias... Po**a, queria ter criatividade o suficiente para escrever uma canção! E não ser virginiana o suficiente para achar que nada do que eu faço presta.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Texto de abertura.

Por que criar um blog?... Eis uma pergunta que me surgiu à cabeça, já que tantas pessoas se entregaram a essa nova forma de comunicação que me parece ou parecia tão 'impessoal'. Mas rendendo-me a tentação de tentar descobrir o porquê de tanta euforia acerca desse mundo de blogs decidi criar meu próprio blog e quem sabe passar a fazer postagens ao invés de mandar e-mails para mim mesma. É meio estranho receber meus próprios e-mails contando sobre minha vida. Minha médica acha pouco saudável e pouco sociável, então meu objetivo aqui é mandar esses textos para o vazio infinito da internet e assim, quem sabe, construir uma melhor relação comigo e com o mundo ao meu redor (e, é claro, deixar minha médica menos preocupada). Por que? Ora, por que não é fácil encontrar pessoas que estejam dispostas a nos ouvir e um blog, bem, suponho que se as pessoas não quiserem ler, simplesmente mudam de página problema resolvido. Nenhum de nós se chateia com o outro ou se entristece. Parece-me uma boa oportunidade e por isso tentarei.