terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Muitas voltas depois, percebo o quanto reclamei à toa. Quão sábio pode ser o destino a despeito daquilo que desejamos para nós mesmos.
O que mudaria um futuro idealizado para um realmente bom?
Gosto de sentir cada minúscula sensação. Cada sopro em milímetros de pele e músculos e o que vem depois.
O crescente dessas sensações me anestesia em meu mundo real idealizado e percebo que no fim das contas não dá pra ser mais feliz do que sou comigo mesma. Mais alegre, sim! Sempre!
Mas, mais feliz, acho difícil.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Sinto que lutar tem me roubado as forças e que eu talvez não aguente por muito tempo.
Sou uma inútil.
É o que me tornei ao longo da caminhada e agora as lágrimas que teimo em não deixar cair tem me afogado constantemente.
As luzes iluminam olhos distantes demais para que eu consiga enxergar.
Essa é a sensação de ser alguém sozinho no mundo.
Ninguém está preparado para ouvir a verdade.
Falando em ouvir, não me interessam as palavras de auto-ajuda de quem nem mesmo acredita nelas.
A escuridão sob meus olhos reflete a escuridão em mim.
sábado, 20 de novembro de 2010
Ontem, palavras de anjo, por meio de alguém que um dia chamei de amiga, mostraram-me a fina força tudo o que eu insistia em negar. Que eu não queria ver. E me fez perceber que eu não precisava ter medo de me libertar disso!
Estou livre agora. O universo se expandiu como em uma explosão e novos sentimentos se apossaram de mim, deixando-me modestamente feliz, mais leve.
Até deixei que alguém novo entrasse em meu coração, que agora acalma-se.
Fico feliz em amputar essa dor podre de minhas entranhas. De não pensar mais nela, mesmo que ainda exista...
Vontade de deitar ao luar e pensar nesse sorriso que me tirou ar em um momento...
Vida nova(!)(?)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Não consigo permitir, não consigo evitar... E fico no meio do caminho sentindo a onda fria me bulindo por dentro. Derretendo o gelo que tento manter no coração, para deixar dormente as feridas que nele habitam.
Mas elas estão sangrando... Cutucadas com ferros em brasa de quem consegue se aproximar.
O gelo mistura-se. Me queima. A agonia mal me deixa respirar.
Metas... Tracei muitas que pretendo alcançar para esquecer que existe alguém dentro de mim.
Eu, morta. Apodrecendo por dentro. Aos poucos.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Perdi tudo o que eu era. Ou que achava ser.
Será que eu era mesmo esse alguém que tanto tento voltar a ser?
Não gosto do que enxergo em mim. Não gosto de ver que já não vale à pena.
Perdi as minhas melhores qualidades, o que formava a pessoa a quem as pessoas que eu amo, amavam. Amam?
Sou hoje uma mistura de fingimentos e ilusões.
Não conheço a mim, e não deixo que ninguém conheça.
Quem poderia ficar perto de quem sou agora, se nem mesmo eu, vejo características boas o suficiente para me amar?
O destino do ser é a solidão. Já encontrei a minha solidão em mim, com doces, sons e imagens ao vento que me trazem um turbilhão de pensamentos soltos, voantes.
Como posso me recuperar se perdi toda a minha fé?
Nas coisas, nas pessoas, no mundo, em mim...
Por que as pessoas estão tão calmas?
Por que não se desesperam e gritam, e correm, e se rasgam... Como podem continuar assim tão quietas enquanto tanta inquietude toma conta de mim?
Toda essa raiva... Toda essa revolta...
Tanta angústia que sinto uma lama negra se apossando de mim...
Lágrimas demais, pai...
Não quero sucumbir, mas me parece que já é tarde.
Tô perdida...
Tão perdida...
Vontade muda de gritar! Entala a garganta.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Trouxe comigo minha nuvem negra que se mostra em bolsas roxas sob meus olhos... Por que, com tanta evolução, não inventaram uma borracha de memória?
Me humilhei, rastejei, chorei, sofri e pensei que aguentaria a pressão daquele que não aguenta nenhuma...
A dor de estar só não se comparar a dor de t6e-lo comigo.
Você nunca será meu.
Dentro de mim o cansaço se acomoda em cada canto onde existe você. E não consigo mais trazê-lo à lembrança sem que a mágoa, a revolta comigo mesma e a tristeza se manifestem, como amigas tentando me apartar de quem me faz sofrer.
domingo, 7 de novembro de 2010
E se dentro de mim as ondas batem com força de raiva, revolta, agonia, tristeza e desespero?...
O que me dirão os anos quando a calmaria vier e eu não mais me importar?
Quando a ferida estiver fechada, parando de supurar...?
Como pude e deixar atingir tal nível de dor?
Eu sabia que a felicidade era falsa, mas não pude resisti à docilidade que a ilusão me oferecia numa bandeja colorida e polvilhada.
Fui tola. E fraca.
Faz parte de minha natureza ser tola... minha revolta é minha estupidez sem fim, na dor, no medo...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Recado para Lina
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Defesa x Ataque
Quantas vezes alguém permite que lhe machuquem, que lhe derramem lágrimas e sangue, sem nada fazer?
Onde está a força e a razão de um 'ser' que não se preserva?
Onde está o amor próprio?
Onde está auto-estima?
Hoje estou destruída e sem nada de mim.
Você me derrete, me ataca com sua frieza. Nunca me diz o motivos, nunca me dá a possibilidade de eu me defender.
Como eu ODEIO amar você!
Odeio, porque não conseguindo te odiar, odeio a mim mesma.
E Tô tão cansada disso...
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Es-va(i)ndo..
Todas as outras vezes foi assim também.
E mesmo sabendo como todas as vezes essa história acaba mal, insisto em revivê-la.
E para que?
Pra ficar aqui chorando calada, rejeitada, amargurada, com raiva de mim mesma e sozinha. Acima de tudo, mais sozinha do que nunca.
Por que cada vez que isso volta a acontecer, é mais forte e dói mais!
É possível ser alguém tão idiotamente masoquista a ponto de martelar a ferida que supura há anos?
É possível. Que sou a prova de que tais possibilidades mostram-se reais.
Quero chorar um mar inteiro... Com ondas, sal, estrelas, tesouros... Mas choro apenas dentro de mim!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Minha dor
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Seu abraço curador, há muito, não está por perto. Mas, fecho os olhos e caio em doces e nuvens, enquanto você me abraça, sempre que deito.
Sinto o meu peso, e seu abraço me consola. O cheiro, o sabor...
Como eu queria ter você agora, além de em minha imaginação. Sua falta invade os sonhos, e os doces tonam-se negros, derretem, pingam em estradas sujas com camadas de uma poeira fina e grudenta.
A sujeira impregnada me incomoda, mas não mais do que saber que não o tenho aqui.
Você traz a tona tudo o que há de bom dentro de mim, mas quando se vai, tudo se esvai. Fica apenas o que fica de tu, que pode não parecer e nem ser muito, mas preenche todo o meu ser.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
tuDutuDutuDu...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Mas não lembro disso ter acontecido, ou melhor, quando isso aconteceu.
Quando existiu esse espaço. Perdido no tempo.
Perdida, eu penso em que sentido isso tudo pode ter. O que não significa, fico esperando, sem saber.
O que tem nessa esperança?
Cansaço..
Ainda que de coração partido...
Às vezes não consigo te falar.
Não é fácil traduzir o que eu sinto. E se é algo ruim, eu te minto, omito, finjo estar tudo bem...
Só para não correr o risco de machucar.
Sei que essa posição te incomoda e prometo, meu bem querer, que estou tentando mudar.
Um dia, quem sabe, vou te contar tudo o que eu sentir, viver e acontecer.
Obrigada por seu significado, obrigada por estar ao meu lado e tanto amor me ofertar.
Você sabe e eu sei, que haja o que houver, e estejas tu onde estiveres, eu sempre hei de te amar!
Ainda que de coração partido...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Sinto-me feliz em senti-lo cada vez mais perto, mais forte dentro de mim.
O sorriso está dentro do meu corpo, correndo, nadando nos caminhos dentro de mim.
Você me completa de um jeito que me deixa flutuando, pairando como se não houvesse nada cá dentro.
Eu te amo tanto, menino.
Sinto o tempo todo uma vontade imensa de cuidar de você, torná-lo mais forte, mas bonito, mais completo, mais meu.
Meu menino de sorriso bonito e olhos que me entregam o universo.
Beijando-o sinto-me no meu lugar no mundo.
No lugar certo.
Você.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Surreal
Surreal
domingo, 12 de setembro de 2010
Girando...
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Lindo dia de sol
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Meu poço sem fundo
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Murro em ponta de faca
É como me sinto, dando murros em ponta de faca... Cortando, sangrando, esfolando e ainda assim, esmurrando... Não sei o que ainda me mantém aqui esperando por que eu sei que já perdi todos os motivos e agora estou perdendo também o pouco de paciência que me restava. Nossa invenção de amor... Nossa tentativa de tentar amar o outro por achar, talvez que o outro sinta isso, ou que talvez precise desse sentimento. Na verdade é mais um querer... Querer ser amado, mais do que querer amar que nos faz tentar amar mais do que ser amado, mas para que serve toda essa tentativa? Um medo sem fim que surge de tanta desconfiança e tanta falta de um amor próprio que fosse mais auto-suficiente... Eu tenho sentido muito e durante muito tempo peso desse sentimento que hora parece inventado, hora real, mas que de qualquer forma já não é o mesmo, por que as mesmas ações de sempre teimam em tentar destruí-lo. Acho que já passei por tropeços, trapaças e mentiras e o pior, tantas vezes pensei serem testes. Mas chega de testes, já provei tudo que havia pra ser provado, até mais de uma vez e simplesmente não agüento mais passar por isso. Não que pareça importante restar atenção a essas coisas, mas eu sempre me pergunto por que que sempre que eu estou quieta no meu canto você volta, vem atrás e me faz repensar em tudo que eu já decidi pela enésima vez... Você não vê que isso está me exaurindo. Me cansando mais do que eu poderia agüentar? Não quero mais jogar esse jogo, moço e se for pra ser assim, suma. Ajude-me a pular fora, por que faz tempo demais que eu vivo nessa agonia.
Eu sei que sou fraca, sei que já tive inúmeras oportunidades pra sumir de sua vida, mas você é meu amor inventado e eu quero ficar com você, mas não sei se essa decisão vai sobreviver por muito mais tempo se você continuar a fazer isso...
Labirintos sem fim com imagens vistas e palavras que cansei de escutar. Palavras que me negam todas as suas promessas assim que são ditas, mas em minha cabeça insisto em discordar daquilo que segue tão fielmente o passado.
Uma vontade rascante de gritar a plenos pulmões... Gritar ao vento, gritar a lua, gritar ao mar, gritar a você e ao mundo meu grito de cansaço e tristeza.
É isso, estou triste novamente hoje e grande parte dessa tristeza se cabe a você. Não mais do que a mim, que na verdade sou o motivo de minha própria derrota. De minha própria revolta. Eu que já levei tombos incontáveis e tapas na cara que deixaram marcas eternas e aiiiinda assim, P*** que pariu, ainda assim e insisto nisso tudo que nem vale mais a pena.
Acho que não te amo mais, então não me pergunte por que ainda estou aqui, por que eu simplesmente tenho medo de saber a resposta.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Nuvens
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A história
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Não rolou a gota d'água
terça-feira, 29 de junho de 2010
Cortem a cabeça dele...
E muda...
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A verdade
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Borboleta pregada com alfinete
Tudo muda! Mas tão rápido?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Capacete...
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Dia e chuva
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O cansaço vence a ilusão
Anos e anos a espera de alguém que parece ser jogado em minha vida como uma minhoca em um anzol e sempre que eu tento chegar perto o bastante é içado para as margens de uma realidade na qual eu não me encaixo. Essa minhoca tantas vezes parece se jogar em minha vida e tentar me seduzir que eu às vezes até esqueço que é uma 'isca' do destino pra me pegar mais uma vez, e acabo deixando o anzol entrar fundo na minha garganta em carne viva.
Não. Minhas lágrimas não são de crocodilo. Portanto não irei ficar gastando algo tão precioso com mais uma fisgada desse anzol.
É estranho sentir que a minhoca pairando a minha frente é a única que realmente interessa, e que, não importa quantas vezes seja puxada, um dia estará comigo em meu oceano de lágrimas e leite, partilhando da companhia agradável dos trampolins, velas, batons vermelhos e estandartes.
Como? Se a vida é tão destroçada em tantos momentos... Como, se a coluna foi partida por tantas vezes, se já não há hora e nem lugar, e nem sabemos mais quem somos?... Como fazer pra ainda crer que em algum lugar alguma coisa ainda é real?
É como se todos os lobos do mundo uivassem ao mesmo tempo e eu não ouvisse o chamado. Se eu pelo menos soubesse que a busca não é infinda, que a lua não vai permanecer em fase nova enquanto eu pareço minguar.
Precisamos crescer.
Vamos crescer juntas, a lua e eu, dando força uma a outra, pois com as marés ninguém pode.
O mundo é assim, sempre se fazendo de bonzinho e sempre tentando enfiar o punhal pelo flanco desprotegido. Mas eu vesti minha casa e corri pra chuva, por que tudo o que eu quero do mundo é o que as pessoas desprezam por ser simples.
Não adianta atirar, minha capa é resistente e me manterá segura enquanto ergo meu peito e ouço o som ao redor... É de sonhar... É assim que se faz...
Não me importo sinceramente em parecer ser o que não sou, mas preciso desabafar e, eu estou aqui para me ouvir.
O mundo sempre se choca com as coisas erradas e todas as verdades tem mais pontos de vista que um d20* jogado sobre as fichas.. Nunca saberei o que é certo, porque muitos dos valores do mundo parecem errados para mim.
Como formar minha própria consciência vivendo em um mundo que não tem nenhuma?
Eu, não, não pedi que me amasse... Mas também não pedi pra mentir dizendo que me ama se não é isso que sente. Por que se eu sou sincera com as pessoas, espero que eles enfiem a verdade em minha carne como uma agulha infectada de dor e solidão, do que permanecer com a ilusão, doença da alma, propagada por quem se acha maior que as forças naturais.
Eu não pedi que me amasse... Pedi que pare de mentir e se afaste, pois não posso com a ilusão de um ser vão. Prefiro em vão ser, ser sem ilusão.
Se for pra doer, que eu sinta rasgar... Que rasgue até se acabar e suma no buraco negro de minha existência.
E suma.