quarta-feira, 16 de junho de 2010
Noite sábia, natureza mágica.
-Ontem a noite
Eu saí de casa ao anoitecer e senti o vento frio soprar em meu rosto. Há tempos não me sentia assim ao sair de casa, mas não, não era uma noite como todas as outras. Era uma daquelas noites em que tudo parece perfeito: O clima, o céu, até mesmo eu. A lua parecia mágica de certa forma... Uma dessas noites que a gente sente que qualquer coisa pode acontecer. Uma dessas noites que a gente sabe que o que quer que aconteça será bom, por que o clima nos faz acreditar estarmos em um sonho. Sim, foi assim que me senti como em um sonho. Meus pensamentos pareciam pairar ao meu redor e eu quase poderia tocá-los... Eu podia tocar dentro de mim e saber o que eu sentia, mas parecia não mais precisar disso.
Era engraçado ver como o mundo estava em câmera lenta, ou será que eu estava percebendo ele rápido demais pra seu próprio curso? Sorri um sorriso que guarda segredos, tal qual Monalisa e percebi os olhares intrigados ao redor.
A vida me dá momentos estranhos e tudo o que posso fazer é aproveitá-los ao máximo.
O frio me mantinha aquecida e viva, posso sentir a chama em mim, ainda. O frio, vindo com o vento pra me sussurrar encantamentos aos ouvidos na esperança que a noite os apagasse de minha memória limitada de ser social. Confesso não lembrar seus murmúrios, ou talvez nem os tenha entendido, mas eles adentraram minha alma, mente, corpo e coração e eu me entreguei. É um tipo de prazer que não se acha nessa terra. Do tipo que queremos dormir cada vez mais para encontrar, mas eu estava acordada e ele estava bem ali, pairando em torno de mim, girando em pequenas lufadas de um frio gélido delicioso. Muito mais delicioso do qualquer coisa que eu tenha provado.
Acreditem, não estou e nem estava sob influência de nenhum tipo de droga lícita ou ilícita, tudo o que fiz foi deixar o mundo agir sobre mim quando eu achava que nada mais fazia sentido ou seria bom e isso foi ótimo.
A natureza é sempre sábia, nós é que nunca paramos para escutar.
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