É como me sinto, dando murros em ponta de faca... Cortando, sangrando, esfolando e ainda assim, esmurrando... Não sei o que ainda me mantém aqui esperando por que eu sei que já perdi todos os motivos e agora estou perdendo também o pouco de paciência que me restava. Nossa invenção de amor... Nossa tentativa de tentar amar o outro por achar, talvez que o outro sinta isso, ou que talvez precise desse sentimento. Na verdade é mais um querer... Querer ser amado, mais do que querer amar que nos faz tentar amar mais do que ser amado, mas para que serve toda essa tentativa? Um medo sem fim que surge de tanta desconfiança e tanta falta de um amor próprio que fosse mais auto-suficiente... Eu tenho sentido muito e durante muito tempo peso desse sentimento que hora parece inventado, hora real, mas que de qualquer forma já não é o mesmo, por que as mesmas ações de sempre teimam em tentar destruí-lo. Acho que já passei por tropeços, trapaças e mentiras e o pior, tantas vezes pensei serem testes. Mas chega de testes, já provei tudo que havia pra ser provado, até mais de uma vez e simplesmente não agüento mais passar por isso. Não que pareça importante restar atenção a essas coisas, mas eu sempre me pergunto por que que sempre que eu estou quieta no meu canto você volta, vem atrás e me faz repensar em tudo que eu já decidi pela enésima vez... Você não vê que isso está me exaurindo. Me cansando mais do que eu poderia agüentar? Não quero mais jogar esse jogo, moço e se for pra ser assim, suma. Ajude-me a pular fora, por que faz tempo demais que eu vivo nessa agonia.
Eu sei que sou fraca, sei que já tive inúmeras oportunidades pra sumir de sua vida, mas você é meu amor inventado e eu quero ficar com você, mas não sei se essa decisão vai sobreviver por muito mais tempo se você continuar a fazer isso...
Labirintos sem fim com imagens vistas e palavras que cansei de escutar. Palavras que me negam todas as suas promessas assim que são ditas, mas em minha cabeça insisto em discordar daquilo que segue tão fielmente o passado.
Uma vontade rascante de gritar a plenos pulmões... Gritar ao vento, gritar a lua, gritar ao mar, gritar a você e ao mundo meu grito de cansaço e tristeza.
É isso, estou triste novamente hoje e grande parte dessa tristeza se cabe a você. Não mais do que a mim, que na verdade sou o motivo de minha própria derrota. De minha própria revolta. Eu que já levei tombos incontáveis e tapas na cara que deixaram marcas eternas e aiiiinda assim, P*** que pariu, ainda assim e insisto nisso tudo que nem vale mais a pena.
Acho que não te amo mais, então não me pergunte por que ainda estou aqui, por que eu simplesmente tenho medo de saber a resposta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário