quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu poço sem fundo

A insegurança, por vezes me parece um veneno pior que o ciúme. Talvez por ser seu maior provocador. Pareço distante certas vezes. Distante de mim mesma. Uma distância dolorida, pagada com vodca, limão e gelo, além de um pouco de açúcar, pois já amarga o peso de falsas promessas feitas por nós dois. um amor que sempre existirá, mas que faz eu me perguntar sempre, por que não conseguimos falar tudo o que importa, tudo o que deveríamos falar uma para o outro... Sinto um medo estranho, inconstante em seu medo. Mas é tudo tão bonito; Se não for só aparência. Isso só a verdade vai dizer. Ou o tempo. Será que você lembra de tudo o que me diz em seu íntimo. Será que toda a nossa invenção não é o suficiente pra estarmos abertos? tudo para na garganta de minha felicidade e se segura nas crenças para não sair, pra não destruir o que quer que seja que eu acredite existir aqui. quanta vontade de gritar pra todos os ventos, mas eles não param pra me ouvir e não levam tudo embora. As coisas ficam... As palavras tornam-se adagas adentrando chagas mal fechadas. Há coisas que não queremos ouvir. Há outras que precisam ser ditas e não conseguimos falar. Por que somos humanos. Somos fracos o suficiente pra sucumbir em nós mesmos sem tentar pedir a ajuda de alguém. Me tire daqui e esqueças as coisas que eu não falei. Finja que nada disso existiu por que o que me dói não é ter feito e sim não sentir culpa e nem remorso por ter feito. Não me arrependendo me sinto traindo de verdade uma confiança depositada em anos de submissão e nacos mastigados com dentes de ferro... Bobeira e diversão e tanta vida e tanto medo... As coisas que eu escrevo são um desabafo silencioso de uma mente que tende a não parar um só segundo... Ando tensa, não descanso... Quero cair durante anos num poço sem fim e te encontrar cada vez mais fundo em mim... Quase certeza que será assim.

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