quarta-feira, 30 de junho de 2010

Não rolou a gota d'água

Você sempre encontra um jeito de pelo menos dar uma alfinetada de tristeza na minha felicidade. Sabe o que é pior? Quase sempre consegue. Mas não dessa vez!!! Gato escaldado, amor!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Minha primeira sobrinha acaba de nascer. Sou eu que estou aqui a chorar... É tanto sentimento.

Cortem a cabeça dele...

Ai, ai... Adoro essa hora do dia. Hora que é cedo e tarde, dia e noite, claro e escuro, eu e você. Hora que vejo uma cabeça gigante a minha frente, tão "Tim-Burtonesca'... Cabeça que me olha e sorri e seu olhar diz mais coisas do que você queria dizer. Eu me vejo aí dentro, onde você não pode me esconder. Como em seu olhar... Por que tanto esforço pra negar o inegável... Por que você não quer assumir tudo isso que acontece aqui? Pode acabar, pode voltar, pode ré acabar, pode se transformar, pode surgir, pode me amar que ninguém vai ligar. Ninguém vai ouvir o que você diz só no meu ouvido. Mas você tem medo demais e as linhas de sua carta me perguntam o porquê. Tão antiga... Antigo medo, antiga carta, antigas perguntas com respostas sempre presentes. Recentes. Atuais. Não menininho, não adianta mesmo. Não adianta você fugir, não adianta eu esperar. Não adianta fingir que essa história é como qualquer outra se vemos claramente que não é. Simplesmente não é, e nunca será. Mas independente de tudo o que digo e faço e aconteço, eu te amo. Sempre amarei você de qualquer forma. Não espero que você entenda. Não espero que você aceite. não espero que você corresponda. Mas, preciso agir assim com você. Não vou mentir que é divertido, mas não apenas brincadeira, amor. Quero que entenda e aprenda. Quero que você simplesmente não ache ruim que eu não o prenda, por que não faz parte da minha natureza mantê-lo aqui contra a sua vontade. Não. Meu jogo é outro menino. Ao invés de prender você aqui, eu só farei o possível para que você mesmo queira ficar... Você disse que ia embora hoje, mas ficou mais presente do que nunca e sabe disso. Sinto suas mãos subindo e descendo em minhas costas e o cheiro adocicado do óleo... Pensamentos tortos me torturam a mente e me perco em minha agonia. Vou contra tudo o que eu quero ir, faço as coisas usando o pretexto de estar fazendo outra coisa, mas no fundo eu sei o que é e o que não é. Pimenta rosa. Tudo está em preto e branco e você está tão lindo. Brinquei com você eu é que estou aqui agora esperando que não tivesse sido interrompido o ciclo natural das coisas. Queimo e como pipoca e o sal têm um gosto especial. Banho quente. Frio. Pensamento em você e há uma ligação que traz o seu pra mim. Às vezes posso lê-lo. Leio-o mais do que gostaríamos, mas assim é a vida. Assim somos nós e assim seremos sempre! Ou pioraremos? Volte. É por isso que eu o deixo ir sempre. Só assim você voltará. Sempre por mim. Sempre para mim.

E muda...

Vem aí o meu serzinho... Ela apareceu em um momento em que eu já perdia as esperanças em um mundo com motivo para viver, e me fez derramar lágrimas de alegria no meu escuro mar de dor. Uma flor. Uma linda flor que brotou no ventre de minha irmã, e cujo laço consanguíneo logo pude sentir. Nada muda. Muda tudo. Transformações externas e uma e internas em tantos. Medo estranho no peito. Não há mais porquê. Saudade de quem não vi e lágrimas por ansiedade de dar um abraço em alguém que de fato não chegou. Mas chega hoje... Chega hoje e tudo muda... Chega hoje e faz minha vida ter uma resignificação. Te amo bebê! Amo torto, amo agora, amo sempre. Tua tia ama você!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A verdade

Em minha cabeça coisas rodam sem me dar paz. Pensamentos tortos, perdidos em noites mal dormidas e dores rascantes de corpo e alma. Não consigo afastar a sombra nebulosa que tem perseguido minha mente levando-a a pensamentos cortantes em mim. Quando em minha vida eu poderia pensar em fazer isso? Quando poderia, eu, pensar em pôr um fim a essa história que tanto fiz durar. Dei sangue e suor para manter essa relação, fiz o possível e o impossível e nem o improvável assim me parecia se fosse para vê-lo bem. Mas agora pensar em estar com você me deixa nauseada e chateada e eu quero ficar longe, mas por algum motivo que não vejo no fundo do copo de água transbordante, não consigo fazer o que sei que será o certo. É uma decisão que está concreta em minha cabeça, mas penso que minha alma não consegue concordar com ela. Duê você foi a pior coisa que me aconteceu na vida! Mas foi a melhor também, durante muito tempo... Minhas melhores lembranças estarão contigo durante muito tempo, porque nossa história foi uma das mais belas que poderia existir e não sei se hoje vejo de forma deturpada, mas eu via o amor em seus olhos e foi isso que me fez amá-lo. Mas agora eles só me mostram o vazio sem fim do buraco negro que está dentro de meu peito e há muito engoliu tudo o que vivi contigo. Por tanto tempo você tentou menininho, tentou tanto fazer com que eu te odiasse, ou que pelo menos não te amasse – ou fingiu tentar - que acabou dando certo. Não, não posso dizer que não o amo, pois sempre ei de amá-lo de alguma forma, mas meu menininho, meu menino a quem prometi que sempre amaria, a quem prometi que cuidaria e ninaria e embalaria o sono... Talvez eu não possa mais espantar seus pesadelos e nem velar teu sono. Essa relação já foi maternal por demais menininho e eu não consigo mais me machucar pra protegê-lo por que você usa sempre palavras duras demais com o meu coração. Você me engana tão facilmente, me matem suas mãos como um passarinho que após consertar a asa ainda se matem cativo por ter se acostumado a mão que o matinha ali. Não menininho, não consigo mais. Juro que tentei, mas já esgotei todas as forças que meu coração guardava para toda a vida... Não quero simplesmente olhar pra mim no futuro e ver que ainda espero por alguém que não vem e que talvez nem valha a pena... Como posso continuar dessa forma? São anos e anos de vida e muitos deles dedicados a você. Você que nunca foi nem nunca será meu. Sei que não conseguirei me afastar de você totalmente, a corrente não estica tanto e a garrafa está enrolada em um pano florido na cômoda de minha cômoda, mas eu quero ter o meu momento, quero ter uma vida independente do que você escolheu pra si e agora penso que é o que você espera de mim: que eu diga derrotada que agora você pode ir, você venceu menininho, cansei e peço que vá. O que dói é saber que não doerá em você... Você irá e eu ficarei mal e chorarei e o clima das noites me ferirá. Mas eu sempre estarei sorrindo não é? É o mal de quem atua... Atuar na vida torna-se um hábito constante para evitar perguntas desagradáveis de pessoas que não se importam de verdade, mas as vezes nos impede de demonstrar coisas que gostaríamos que alguém soubesse. Se bem que eu nem sei, prefiro que você desconheça meu sofrimento já que não lhe causa diferença alguma. Prefiro que pense que estou bem por que assim, pelo menos meu orgulho se mantém minimamente em paz. Você é a pior coisa que há na minha vida. Tanta dor como eu nunca supus poder suportar. Tanto amor como eu jamais poderia imaginar existir. Tanta vergonha que me olho no espelho como se visse meu ‘retrato de Dorian Gray’. Vergonha de ser tão fraca e idiota e não ter dado logo um basta em tudo isso. Vá e, por favor, não volte porque você sabe que eu sou fraca o suficiente pra te aceitar, mesmo quando você me diz com palavras diferentes que sou tão desimportante. Vá, por favor, porque eu não posso mais... Não há mais nada para ser levado de mim... Ficarei aqui esperando as ondas e o vento levarem a dor embora... A dor ou o ser Que nem sei mais quem sou.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Minha ilusão durou bem menos do que eu esperava... Foi-se com o vento frio da manhã. A paixão ficou, mas eu não vivo de sentimentos errôneos sempre... Ele me ama... É eu sei. Mas por que devo continuar me doando tanto pra alguém que sequer consegue se entregar? Sei que ele usa de muitos artifícios pra tentar me convencer de suas 'verdades', mas já não me engana e em meus pensamentos fico me perguntando o que acontecerá quando ele perceber que eu cansei e que não estou mais esperando que ele se decida. Não, eu me decidi. Fui mais rápida... Flash de luz perpassou minha mente e vejo tudo com mais clareza. Vai ser um susto e tanto menininho, mas me desculpa... Se você não quer ter uma vida por medo, então ficará só, por que medo de viver é a única coisa que eu não tenho! O licor de menta escorreu e senti o forte gosto do anis, o chocolate perdeu a doçura, baby. Meus olhares não são mais por voe. Já não há desculpas e eu sei que o seu sentimento será crescente, ao contrário do meu que caminhará em passos contrários. O novo alguém? Não estou certa de que será só pra te machucar. Quero me sentir querida e não desejada. Sei que sou um objeto, um brinquedinho, mas cuidado, o brinquedinho pode estar brincando com você e você nem perceber... Alguém girou demais o start, já não dá pra parar. Aprendi a me virar sozinha. Menininhos que se acham invencíveis e imortais já não são tão bem vindos e a sede aumenta ao passo que me aproximo do mar. Será infinito, mas não durará muito mais e daqui há anos, ambos sabemos, será apenas uma lembrança.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Borboleta pregada com alfinete

A felicidade passou e eu montei em cima. Desde então estamos voando e ela tem tantas coisas pra me mostrar. Amorzinho, cantarei, abrirei os braços e continuarei voando! Beba, pode beber.. Deixe o seu corpo entorpecido de sentimentos e beba de mim... Estou aqui por você!

Tudo muda! Mas tão rápido?

O mundo sorri pra mim novamente e eu não consigo para de sorrir de volta. Pareço estar tão entorpecida com as verdades impossíveis que mal para pra respirar o que não é. E eu estou lá. E eu danço. E eu canto. E eu vivo e recebo ligações por onde procuro enviar toda a minha felicidade. Há de contagiar. Seja assim sempre. Carinhoso, atencioso... oso, oso, oso... E eu ficarei onde estou. Onde estou por tempo indeterminável. Hoje uma menina atravessou a rua correndo. Era tão pequena e vestia um vestido cor de rosa, como poderia corre se para o seu tamanho mal deveria saber andar? Mas correu e o carro a atravessou. Uma miragem ou sorte e a menina teria atravessado a tempo. Olhei pra trás. Não, não havia menina, tempo e nem vestido cor de rosa. Apenas a rua lá, vazia e escura numa noite em que cães uivam. Fico esperando a luzinha acender, porém sem muita esperança. Deixo de lado tudo de importante que tenho para fazer para jogar meus pensamentos na "penseira" fértil que se tornou minha caixa de mensagens. Garganta seca a me rasgar enquanto rasgo os pensamentos e os arranco de onde estão. Eu tenho direito a isso. As palavras me voltam à cabeça e eu volto a me perguntar se estou me enganando mais uma vez. A madrugada me escondeu antes do sol raiar. Ferida, ferida, ferida, ferida, ferida em mim, ferida em outros, em todos. E isso cansa em demasia. Sentir dor é uma coisa que cansa em demasia. Há demasiados dias por viver. Eu nem sempre quero e isso e quase nunca sei o porquê.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Capacete...

As palavras estavam lá, mas não foram ditas, pude ouvi-las ecoar em mim. Meu corpo tremeu levemente, não esperava que você pudesse pegar tão pesado e, ao mesmo tempo confesso que esperava que você levasse a britadeira pra adentrar o magma em mim. Suas mãos foram doces e as palavras delicadas. e eu mal pude perceber quando baixei a guarda e sorri sabendo das verdades que seria ditas pelo seu olhar. Algo me soprava ao ouvido que a mensagem deveria ser enviada e com ela as esperanças e medos de alguém que já sentiu a lâmina fria adentrar a garganta. Sabia que seu pensamento me pedia uma resposta, um sinal de que eu estaria ali e aquela ligação não era apenas imaginação. Um burro no mato, sob a chuva. A ligação não foi uma surpresa, como não foi surpresa ouvir que você estava pensando em mi ao recebê-la. Não havia o que falar, mas algo precisava ser dito. Um abraço de urso com nuvens carregadas. Banana covarde e alianças partidas. Faz tempo que o amor chegou e nossas almas estão marcadas com o bem e o mal e o infinito. A garrafinha de vidro permanecerá sempre intacta... Sangue, algodão, trança, unha, alfinete, cabelo tampa de cortiça e gotas de velas derretidas... Nada está perdido e nem nunca estará. Não, não deixarei que você se afaste e não deixarei que os nossos medos nos impeçam de enfrentar o que quer que venha. Menino... Menininho... Consegui entender agora menino, por que não me desesperei, afinal eu estava certa e essa história não poderia ter um fim. Um gato correu na luz que rompia a escuridão fazendo amanhecer, o vento gélido fazia-me sentir tão viva. Eu, euzinha sinto um Saquenson por você. É mais que fogo, vento, luz, gelo, pano, cão, senha. Microfone, caneta, mais, fotos e cores e mais que sentir... ... Te amo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Dia e chuva

O sol vai nascendo lindamente passando uma mensagem a quem ainda espera: Estou aqui mais uma vez, então não se recolha agora. Mas é preciso coragem pra continuar marcando os passos na areia, coragem que eu não sei se estou disposta a ter. Quem saberia explicar o mundo se não o sol e a lua em sua junção rara e bela? Eu ainda estou aqui, mas já não marco meus passos tortos na areia branca dessa linda praia. Estou parada e observo. Observo parada. Parada observo e não deixo a imagem se desfazer. Fugir de minhas pernas e braços parece-me impróprio. Pisar o mundo não trás de volta os meus pés, não trás de volta a corrida contra o tempo das lutas e batalhas que eu não tive coragem de travar. Mas o que me adianta continuar parada aqui simplesmente observando? Adianta... Posso aprender se abrir bem os meus olhos e jogar fora a visão do mundo lá fora. Ou talvez eu apenas queira acreditar que ainda há um lado bom na minha covardia de polainas e cadernos em branco. o banco invisível já não existe mais e nem as cartas me aquecem o peito. O frio que eu tanto amei, por tanto tempo, parece agora me dilacerar... Parece uma sina... Ser sempre dilacerada pelo que tanto amei... Amo... Amo tanto. Acho que me perco de tanto amor que sinto e não sei canalizar, por que esse amor não deveria mais existir nesse meu mundo habitado por criaturas ainda mais estranhas que eu e ele. Às vezes a gente encontra a vida quando estamos perdidos o suficiente pra não nos encontrarmos. Mas a chuva ainda está aqui e lava a alma que habita em mim.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O cansaço vence a ilusão

Por que esperar tanto por algo que simplesmente não acontece? 
Anos e anos a espera de alguém que parece ser jogado em minha vida como uma minhoca em um anzol e sempre que eu tento chegar perto o bastante é içado para as margens de uma realidade na qual eu não me encaixo. Essa minhoca tantas vezes parece se jogar em minha vida e tentar me seduzir que eu às vezes até esqueço que é uma 'isca' do destino pra me pegar mais uma vez, e acabo deixando o anzol entrar fundo na minha garganta em carne viva. 
Não. Minhas lágrimas não são de crocodilo. Portanto não irei ficar gastando algo tão precioso com mais uma fisgada desse anzol. 
É estranho sentir que a minhoca pairando a minha frente é a única que realmente interessa, e que, não importa quantas vezes seja puxada, um dia estará comigo em meu oceano de lágrimas e leite, partilhando da companhia agradável dos trampolins, velas, batons vermelhos e estandartes. 
Como? Se a vida é tão destroçada em tantos momentos... Como, se a coluna foi partida por tantas vezes, se já não há hora e nem lugar, e nem sabemos mais quem somos?... Como fazer pra ainda crer que em algum lugar alguma coisa ainda é real? 
É como se todos os lobos do mundo uivassem ao mesmo tempo e eu não ouvisse o chamado. Se eu pelo menos soubesse que a busca não é infinda, que a lua não vai permanecer em fase nova enquanto eu pareço minguar. 
Precisamos crescer. 
Vamos crescer juntas, a lua e eu, dando força uma a outra, pois com as marés ninguém pode. 
O mundo é assim, sempre se fazendo de bonzinho e sempre tentando enfiar o punhal pelo flanco desprotegido. Mas eu vesti minha casa e corri pra chuva, por que tudo o que eu quero do mundo é o que as pessoas desprezam por ser simples. 
Não adianta atirar, minha capa é resistente e me manterá segura enquanto ergo meu peito e ouço o som ao redor... É de sonhar... É assim que se faz... 
Não me importo sinceramente em parecer ser o que não sou, mas preciso desabafar e, eu estou aqui para me ouvir. 
O mundo sempre se choca com as coisas erradas e todas as verdades tem mais pontos de vista que um d20* jogado sobre as fichas.. Nunca saberei o que é certo, porque muitos dos valores do mundo parecem errados para mim. 
Como formar minha própria consciência vivendo em um mundo que não tem nenhuma? 
Eu, não, não pedi que me amasse... Mas também não pedi pra mentir dizendo que me ama se não é isso que sente. Por que se eu sou sincera com as pessoas, espero que eles enfiem a verdade em minha carne como uma agulha infectada de dor e solidão, do que permanecer com a ilusão, doença da alma, propagada por quem se acha maior que as forças naturais. 
Eu não pedi que me amasse... Pedi que pare de mentir e se afaste, pois não posso com a ilusão de um ser vão. Prefiro em vão ser, ser sem ilusão. 
Se for pra doer, que eu sinta rasgar... Que rasgue até se acabar e suma no buraco negro de minha existência. 
E suma. 

Noite sábia, natureza mágica.

-Ontem a noite Eu saí de casa ao anoitecer e senti o vento frio soprar em meu rosto. Há tempos não me sentia assim ao sair de casa, mas não, não era uma noite como todas as outras. Era uma daquelas noites em que tudo parece perfeito: O clima, o céu, até mesmo eu. A lua parecia mágica de certa forma... Uma dessas noites que a gente sente que qualquer coisa pode acontecer. Uma dessas noites que a gente sabe que o que quer que aconteça será bom, por que o clima nos faz acreditar estarmos em um sonho. Sim, foi assim que me senti como em um sonho. Meus pensamentos pareciam pairar ao meu redor e eu quase poderia tocá-los... Eu podia tocar dentro de mim e saber o que eu sentia, mas parecia não mais precisar disso. Era engraçado ver como o mundo estava em câmera lenta, ou será que eu estava percebendo ele rápido demais pra seu próprio curso? Sorri um sorriso que guarda segredos, tal qual Monalisa e percebi os olhares intrigados ao redor. A vida me dá momentos estranhos e tudo o que posso fazer é aproveitá-los ao máximo. O frio me mantinha aquecida e viva, posso sentir a chama em mim, ainda. O frio, vindo com o vento pra me sussurrar encantamentos aos ouvidos na esperança que a noite os apagasse de minha memória limitada de ser social. Confesso não lembrar seus murmúrios, ou talvez nem os tenha entendido, mas eles adentraram minha alma, mente, corpo e coração e eu me entreguei. É um tipo de prazer que não se acha nessa terra. Do tipo que queremos dormir cada vez mais para encontrar, mas eu estava acordada e ele estava bem ali, pairando em torno de mim, girando em pequenas lufadas de um frio gélido delicioso. Muito mais delicioso do qualquer coisa que eu tenha provado. Acreditem, não estou e nem estava sob influência de nenhum tipo de droga lícita ou ilícita, tudo o que fiz foi deixar o mundo agir sobre mim quando eu achava que nada mais fazia sentido ou seria bom e isso foi ótimo. A natureza é sempre sábia, nós é que nunca paramos para escutar.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sou mim!

-Esse é o e-mail que me fez dar origem ao blog. É estranho falar sobre minha vida atual, por que simplesmente parece que eu tô falando sobre a vida de uma outra pessoa. Como posso estar me sentindo assim, tão sem sentimento se eu já estive em situações tão mais exasperadoras (Exasperadoras, essa palavra existe? Acho que não. Tanto faz) e não me senti assim? Sabe, olhando pelo ângulo externo eu percebo que está tudo "dando certo", mas quando olho pra dentro tem esse buraco negro enorme me consumindo e eu nem sei o que causou isso. Eu finalmente encontrei coisas que eu realmente gosto de fazer e estou estudando e trabalhando com isso. O teatro é a melhor coisa que eu já fiz e eu me sinto muito bem em ensaios, apresentações e tudo o mais. Sinto-me feliz por poder ganhar algum dinheiro fazendo o que eu gosto que é atuar e ainda mais feliz em não ter grandes responsabilidades que me impeçam de fazer o que bem entendo com esse dinheiro e o pouco tempo livre que me resta. Sim, o tempo livre é curto, mas isso não é tão importante se o tempo ocupado me diverte, é ocupado com coisas que eu gosto de fazer. As aulas de circo são tão divertidas e revigorantes e me mantém com uma ótima sensação de vida. É como se eu visse as coisas que acontecem lá como cenas, como fotografias. O que as torna meio estranhas algumas vezes, por que é como se não se tratasse de minha própria vida. Tento fazer o que é preciso ser feito, mas salvo algumas poucas coisas que sempre fazemos pro obrigação (coisas da vida) eu não tenho o que reclamar. Certo, não estou apaixonada, meu "grande amor" (se é que posso chamá-lo assim) vai casar-se com a mãe de seu filho e eu vou continuar sozinha, mas se eu não estou sofrendo com isso, se não quero me descabelar e chorar, então ou eu tenho um grande problema ou não tenho nenhum e deveria estar me sentindo o ser mais feliz desse mundo, não? Então eu fico aqui, ouvindo Pearl Jam e escrevendo um e-mail sem destinatário e me perguntando o que há de errado comigo. Por que em nome dos Deuses essa 'anestesia de sentimentos'? E como eu me livro disso? Eu não acho que preciso de um namorado e nem que tenho tempo para ter um. Eu estou satisfeitíssima em meus quatro grupos de teatro, aulas da faculdade, aulas de arte circense, natação e violão nas poucas horas livres.. o que mais eu posso precisar?! Talvez um bom amigo que me escute, que realmente se importe e não se deixe enganar por minhas respostas não dadas... Mas as relações tornaram-se tão vazias... Tão vazias... Po**a, queria ter criatividade o suficiente para escrever uma canção! E não ser virginiana o suficiente para achar que nada do que eu faço presta.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Texto de abertura.

Por que criar um blog?... Eis uma pergunta que me surgiu à cabeça, já que tantas pessoas se entregaram a essa nova forma de comunicação que me parece ou parecia tão 'impessoal'. Mas rendendo-me a tentação de tentar descobrir o porquê de tanta euforia acerca desse mundo de blogs decidi criar meu próprio blog e quem sabe passar a fazer postagens ao invés de mandar e-mails para mim mesma. É meio estranho receber meus próprios e-mails contando sobre minha vida. Minha médica acha pouco saudável e pouco sociável, então meu objetivo aqui é mandar esses textos para o vazio infinito da internet e assim, quem sabe, construir uma melhor relação comigo e com o mundo ao meu redor (e, é claro, deixar minha médica menos preocupada). Por que? Ora, por que não é fácil encontrar pessoas que estejam dispostas a nos ouvir e um blog, bem, suponho que se as pessoas não quiserem ler, simplesmente mudam de página problema resolvido. Nenhum de nós se chateia com o outro ou se entristece. Parece-me uma boa oportunidade e por isso tentarei.