Braços abertos de pequena Helena.
Um corpo que se nega.
Briga interna. Briga eterna.
Sempre são pedaços de mim que voam nas explosões.
Sujo? Acha realmente?
Não me parece que será fácil manter tudo.
Quero afogar minha alma em um vinho amargo e com baixo teor,
sentir que não sinto mais nada.
Esquecer as angústias, esquecer a dor.
Deixa ir embora tudo que povoa minha mente
Mesmo sabendo que o efeito passará e eu sentirei tudo isso novamente.
Eu canso.
Por que continuo aqui?
Com uma bola na garganta de ar e de dor.
De lágrimas que se amontoam e empurram pra sair.
Está em mim.
Acabando aos poucos pelos muitos motivos.
Não foi querendo machucar. Alfa, talvez não haja nenhum no mundo real.
Às vezes digo coisas sem pensar.
Penso coisas sem dizer.
Melhor pra nós que não sejam ditas.
Palavras malditas estragam tudo e tanto quanto o silencio, apartam corações que se pejam de encontrar, de sentir, amar.
Gosto de pensar quem minha mente tudo um dia vai se resolver,
Mas olhando ao redor vejo um cubo mágico e não importa pra que lado eu vire.
As cores nunca vão se encontrar.
Perco-me.
Em mim, em ti, em nossas cores. Em nossas dores.
Me encontro distraída com suas mãos em meus seios, seus beijos na nuca e o abraço apertado nas manhãs de chuva.
Como é difícil. Por quê?
Vamos viver?
Voltar a amar de manhã
Esquecer tudo o mais...
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