sábado, 20 de novembro de 2010

Durante muito tempo eu mesma me mantive presa em uma teia de ilusões. Insistindo em não aceitar a verdade que eu via à frente e por trás de meus olhos.
Ontem, palavras de anjo, por meio de alguém que um dia chamei de amiga, mostraram-me a fina força tudo o que eu insistia em negar. Que eu não queria ver. E me fez perceber que eu não precisava ter medo de me libertar disso!
Estou livre agora. O universo se expandiu como em uma explosão e novos sentimentos se apossaram de mim, deixando-me modestamente feliz, mais leve.
Até deixei que alguém novo entrasse em meu coração, que agora acalma-se.
Fico feliz em amputar essa dor podre de minhas entranhas. De não pensar mais nela, mesmo que ainda exista...
Vontade de deitar ao luar e pensar nesse sorriso que me tirou  ar em um momento...


Vida nova(!)(?)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hoje as lágrimas me torturam tentando a todo custo saltar dos olhos, trazendo gritos, que irrompem minha garganta desesperados.
Não consigo permitir, não consigo evitar... E fico no meio do caminho sentindo a onda fria me bulindo por dentro. Derretendo o gelo que tento manter no coração, para deixar dormente as feridas que nele habitam.
Mas elas estão sangrando... Cutucadas com ferros em brasa de quem consegue se aproximar.
O gelo mistura-se. Me queima. A agonia mal me deixa respirar.
Metas... Tracei muitas que pretendo alcançar para esquecer que existe alguém dentro de mim.


Eu, morta. Apodrecendo por dentro. Aos poucos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quanto mais me procuro, mais percebo que me desconheço.
Perdi tudo o que eu era. Ou que achava ser.
Será que eu era mesmo esse alguém que tanto tento voltar a ser?
Não gosto do que enxergo em mim. Não gosto de ver que já não vale à pena. 
Perdi as minhas melhores qualidades, o que formava a pessoa a quem as pessoas que eu amo, amavam. Amam?
Sou hoje uma mistura de fingimentos e ilusões.
Não conheço a mim, e não deixo que ninguém conheça.
Quem poderia ficar perto de quem sou agora, se nem mesmo eu, vejo características boas o suficiente para me amar?
O destino do ser é a solidão. Já encontrei a minha solidão em mim, com doces, sons e imagens ao vento que me trazem um turbilhão de pensamentos soltos, voantes.
Como posso me recuperar se perdi toda a minha fé?
Nas coisas, nas pessoas, no mundo, em mim...
Por que as pessoas estão tão calmas?
Por que não se desesperam e gritam, e correm, e se rasgam... Como podem continuar assim tão quietas enquanto tanta inquietude toma conta de mim?
Toda essa raiva... Toda essa revolta...
Tanta angústia que sinto uma lama negra se apossando de mim...
Lágrimas demais, pai...
Não quero sucumbir, mas me parece que já é tarde.
Tô perdida...
Tão perdida...
Vontade muda de gritar! Entala a garganta. 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A mudança de ares não muda o que atormenta, tão internalizado está... 
Trouxe comigo minha nuvem negra que se mostra em bolsas roxas sob meus olhos... Por que, com tanta evolução, não inventaram uma borracha de memória?
Me humilhei, rastejei, chorei, sofri e pensei que aguentaria a pressão daquele que não aguenta nenhuma...
A dor de estar só não se comparar a dor de t6e-lo comigo.
Você nunca será meu.
Dentro de mim o cansaço se acomoda em cada canto onde existe você. E não consigo mais trazê-lo à lembrança sem que a mágoa, a revolta comigo mesma e a tristeza se manifestem, como amigas tentando me apartar de quem me faz sofrer.

domingo, 7 de novembro de 2010

O que me dirão os anos, se a vida agora só me diz que não vale à pena, que é em vão?
E se dentro de mim as ondas batem com força de raiva, revolta, agonia, tristeza e desespero?...
O que me dirão os anos quando a calmaria vier e eu não mais me importar?
Quando a ferida estiver fechada, parando de supurar...?
Como pude e deixar atingir tal nível de dor?
Eu sabia que a felicidade era falsa, mas não pude resisti à docilidade que a ilusão me oferecia numa bandeja colorida e polvilhada.
Fui tola. E fraca.
Faz parte de minha natureza ser tola... minha revolta é minha estupidez sem fim, na dor, no medo...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Recado para Lina

... Uma amiga sonhou comigo... Sonhou que eu estava deitada na cama dela, triste e eu olhava pra ela e perguntava: Eu sou verdadeiramente feliz? Ele é verdadeiramente feliz? Ela dizia que nós tentávamos, mas faltava algo... eu baixava a cabeça e continuava extremamente triste. Ela veio falar comigo por que ficou preocupada depois do sonho... E eu estou extremamente triste... Tentei de todas as formas me enganar mas ele tem sido cada vez mais estúpido comigo.. Distante, frio, até mesmo grosso quando fala comigo.. E por telefone, por que faz pelo menos uma semana que não nos vemos. Não quero ser essa pessoa triste de novo. E eu sou... Eu sou tudo o que mais odeio em mim. Vou terminar isso. Sofrer feito louca.. Mas parar de fingir. Se ele nem tentar... Nem sequer tentar... Nem amizade vai restar no meio de minha dor... Saudade