No meio do mar uma estrada asfaltada.
Um braço erguido no meio do nada
abraça as doces-salgadas águas
que ali se encontram
Vezes turvas, vezes claras
Calmas sob a luz de longínquas estrelas
Cometas caídos
Nuvens claras de brilho lunar.
No meio da madrugada,
o céu à espera da alvorada,
dois perdidos na vida e na noite
Numa motocicleta,
vento batendo como açoite
Abraçaram a ideia de aproximar
suas inquietudes
da imensidão das águas
e na palma da mão alaranjada
daquele braça-mar
lançaram-se em beijos acalourados,
deixando sobre o tempo-espaço,
brumas do esquecimento,
e mantendo de lado o pensamento
Enquanto viviam intensamente
o momento da fusão
de seus dois seres em um só.
Toda a imensidão do desejo
explodindo e competindo com o firmamento
que tal como eles, nesse momento,
era infinito e era pó.
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