Quando uma pessoa
morre, não morre só.
Morrem com ela
tantos sonhos, planos, metas a serem atingidas.
Morre com ela toda
a projeção de seu futuro,
Toda a luta que
vinha sendo travada em busca do ‘algo melhor’.
Morre o dia, a
semana, o mês, a ano...
Morre, em alguns
casos, ou por alguns instantes, a fé.
Na vida, no
futuro, nos humanos, em Deus.
Morre um pedaço tão
grande dentro de nosso peito...
É arrancado,
extirpado de nosso coração, assassinado pelo fato cruel de ter perdido alguém
que se quer tanto bem.
Morrem lágrimas
sem fim ao descer por nossas faces.
Morre a
vontade... De fazer alguma coisa, comer, seguir em frente... Sorrir.. .
Quando uma pessoa
morre, uma pessoa amada morre,
Morre com ela um
pedaço de nosso mundo.
Morre... Em
quinze segundos somos expulsos do aconchego de nossas vidas.
Somos obrigados a
enxergar a realidade gélida, cruel...
Um vislumbre através
do manto negro, e lá se vai nosso chão.
Mas, quando uma
pessoa morre, levando consigo tantas coisas, ela, por também nos amar, também deixa
tanta coisa...
Deixa um sorriso
de canto, que se esconde na alegria de tantas lembranças boas...
Deixa cheiro,
abraço, olhar...
Deixa saudade,
que apesar de machucar, de doer, também faz lembrar...
Deixa lições de
vida, nas coisas mais simples, mais bonitas.
Deixa um pedaço
maior do que o que nos foi tirado, um espaço no coração que alivia tanta dor...
Dor da falta, da incerteza...
Deixa vontades...
Seguir em frente, buscar alegrias, sorrisos...
E nos deixa o
melhor de todos os remédios, o tempo, que apesar de não sanar totalmente essa ferida, de
não fechá-la através dos anos, ameniza a dor supurando boas lembranças e o amor
dividido por uma amizade tão bela.
Deixa-nos a sensação
que o que temos a fazer é agradecer, que embora sua estada aqui tenha sido breve,
eu tive a grandiosa oportunidade de participar dela, de conviver contigo, te
conhecer mesmo que muito pouco diante da imensidão que habita um ser humano.
Te amei, te amo,
te amarei... Por que quando morre um amigo, um ser amado, deixa dentro de nós acima
de tudo, amor!
Yuri Ragner Pena
* 17 de Junho de 1988
t 08 de Janeiro de 2012
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