segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Don't let me down


Don’t let me down...
Água fervendo, ovo queimando, cheiro e som de manhã.
De café da manhã.
Cama e clima, sorrisos e beijos e declaração.
Mal respirar.
Sentir a pureza, a felicidade por todo o ar.
Café passando.
Calor no frio.
Mordida. Nuca. Cheiro no ar. Arrepios.
Beijos, beijos, beijos, dezenas, centenas de beijos num abraço tão confortável.
Mão por baixo, subindo.
Voz chamando, nós sorrindo.
Latidos.
Pensamentos tantos.
Sussurro ‘eu te amo’ e sorrio.
Te vejo. Te sinto levantar.
Te vejo levantar para alimentar o teu fruto. Tão belo!
Tão lindos quanto a minha manhã.
Manhosa, permaneço deitada, apenas atenta ao que sucede ao redor.
‘Sound, sound, sound’
Tudo Green, tão gostoso de ouvir. Completando o clima.
Não quero que acabe. Não quero esquecer – Mas em um minuto a magia passa.
Tudo se vai, se vira, vira manhã de todos os dias.
Mas nunca será!
Não deixa de ser.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Não preciso olhar para a frente e ver a vida passando
Estou com ela, em seus braços, em seus rodopios, sua dança.
Passamos, cantando e dançando e sem que ninguém nos veja.
Ocupados demais.
Sorrimos pra eles, mas estão ocupados demais.
Em seus planos, trabalhos e projetos, que são partes de danças mais frenéticas.
Mas eu, danço lento. Passos largos, sorrisos, gestos delicados.
Danço as lágrimas de alegria e as de tristeza.
Danço os sorrisos e gargalhadas, as raivas e decepções.
Danço os momentos em que perdi o fôlego
Danço a melodia de minhas emoções.
Pois que elas me fazem ouvir a mais bela canção
que a vida em seus muitos movimentos poderia compor.
Mas, ai Vida, acima de tudo isso, me embala contigo
a mais bela das canções junto com outra vida feita,
uma melodia  de amor.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Declaração

Ele é tão amado que nem se dá conta.
Quero cuidar, quero afagar, aquecer, amar.
Quero estar perto em todos os momentos de necessidade
e longe nos momentos precisos.

Quero dar calor e quero dar espaço
quero que exploda o mundo e juntos vejamos
os cacos brilhando no céu azul
bem longe das nuvens que um dia foram nossas, mas apagaram.

Quero ter os sonhos mais loucos
e quero que tenham nexo por ter você
E que nada me faça perder a vontade, a coragem
por que pra viver algo assim, tão nosso, bonito, tem que ser...

Eu o amo ainda mais do que posso declarar!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Carta à um amigo


Quando uma pessoa morre, não morre só.
Morrem com ela tantos sonhos, planos, metas a serem atingidas.
Morre com ela toda a projeção de seu futuro,
Toda a luta que vinha sendo travada em busca do ‘algo melhor’.
Morre o dia, a semana, o mês, a ano...
Morre, em alguns casos, ou por alguns instantes, a fé.
Na vida, no futuro, nos humanos, em Deus.
Morre um pedaço tão grande dentro de nosso peito...
É arrancado, extirpado de nosso coração, assassinado pelo fato cruel de ter perdido alguém que se quer tanto bem.
Morrem lágrimas sem fim ao descer por nossas faces.
Morre a vontade... De fazer alguma coisa, comer, seguir em frente... Sorrir...
Quando uma pessoa morre, uma pessoa amada morre,
Morre com ela um pedaço de nosso mundo.
Morre... Em quinze segundos somos expulsos do aconchego de nossas vidas.
Somos obrigados a enxergar a realidade gélida, cruel...
Um vislumbre através do manto negro, e lá se vai nosso chão.
Mas, quando uma pessoa morre, levando consigo tantas coisas, ela, por também nos amar, também deixa tanta coisa...
Deixa um sorriso de canto, que se esconde na alegria de tantas lembranças boas...
Deixa cheiro, abraço, olhar...
Deixa saudade, que apesar de machucar, de doer, também faz lembrar...
Deixa lições de vida, nas coisas mais simples, mais bonitas.
Deixa um pedaço maior do que o que nos foi tirado, um espaço no coração que alivia tanta dor... Dor da falta, da incerteza...
Deixa vontades... Seguir em frente, buscar alegrias, sorrisos...
E nos deixa o melhor de todos os remédios, o tempo, que apesar de não sanar totalmente essa ferida, de não fechá-la através dos anos, ameniza a dor supurando boas lembranças e o amor dividido por uma amizade tão bela.
Deixa-nos a sensação que o que temos a fazer é agradecer, que embora sua estada aqui tenha sido breve, eu tive a grandiosa oportunidade de participar dela, de conviver contigo, te conhecer mesmo que muito pouco diante da imensidão que habita um ser humano.
Te amei, te amo, te amarei... Por que quando morre um amigo, um ser amado, deixa dentro de nós acima de tudo, amor!

Yuri Ragner Pena
*  17 de Junho de 1988
t 08 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

a n

Desponta no céu a luz fria de um novo ano.
Mundo velho.
Não consigo acreditar que as coisas vão melhorar, se as pessoas
não melhoraram.
A cada ano novas esperanças são esmagadas pelas garras a ganância,
do ódio, da desigualdade...
Não. Nada mudará para melhor esse ano.
Não se as pessoas não mudarem suas atitudes... Estúpidas, egoístas...


Feliz?
Ano novo.