Tantos pedaços. Tatos, percalços, precauções.
Me deixe em mim e vá
Que o estrago já demasiado
me faz procurar caquinhos com lentes escuras.
Não.
Me deixe.
Não muda. Nada muda e ninguém muda
a não ser que seja pra pior.
Não preciso.
Não resisto. Não. Resisto e não desisto.
Se vá,
que eu ainda tenho muito de mim pra colar.
Não quero você aqui agourando minha goma laca
cortando-me com sua faca
de palavras e ações.
Repudiando meus nãos
com suas ágeis e, por vezes, brutas mãos
que só me destroçam cada vez mais.
Vá.
Me deixe em paz.
Você é todos os cacos de vidros
perfurando meu eu descalço.
Meu desabafo é falta de cola
desespero dor e mais...
É o saber,
o sofrer por sentir
que não sou capaz...
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Falta-me álcool nessa noite de chuva, frio
e lembranças sórdidas.
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