Quantas vezes alguém se defende até passar para o ataque?
Quantas vezes alguém permite que lhe machuquem, que lhe derramem lágrimas e sangue, sem nada fazer?
Onde está a força e a razão de um 'ser' que não se preserva?
Onde está o amor próprio?
Onde está auto-estima?
Hoje estou destruída e sem nada de mim.
Você me derrete, me ataca com sua frieza. Nunca me diz o motivos, nunca me dá a possibilidade de eu me defender.
Como eu ODEIO amar você!
Odeio, porque não conseguindo te odiar, odeio a mim mesma.
E Tô tão cansada disso...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Es-va(i)ndo..
Sinto que ele vai me deixando mais uma vez... Junto vai meu sangue, meu corpo, meu eu... Arrastando, consumindo, devorando...
Todas as outras vezes foi assim também.
E mesmo sabendo como todas as vezes essa história acaba mal, insisto em revivê-la.
E para que?
Pra ficar aqui chorando calada, rejeitada, amargurada, com raiva de mim mesma e sozinha. Acima de tudo, mais sozinha do que nunca.
Por que cada vez que isso volta a acontecer, é mais forte e dói mais!
É possível ser alguém tão idiotamente masoquista a ponto de martelar a ferida que supura há anos?
É possível. Que sou a prova de que tais possibilidades mostram-se reais.
Quero chorar um mar inteiro... Com ondas, sal, estrelas, tesouros... Mas choro apenas dentro de mim!
Todas as outras vezes foi assim também.
E mesmo sabendo como todas as vezes essa história acaba mal, insisto em revivê-la.
E para que?
Pra ficar aqui chorando calada, rejeitada, amargurada, com raiva de mim mesma e sozinha. Acima de tudo, mais sozinha do que nunca.
Por que cada vez que isso volta a acontecer, é mais forte e dói mais!
É possível ser alguém tão idiotamente masoquista a ponto de martelar a ferida que supura há anos?
É possível. Que sou a prova de que tais possibilidades mostram-se reais.
Quero chorar um mar inteiro... Com ondas, sal, estrelas, tesouros... Mas choro apenas dentro de mim!
Por quê?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Minha dor
A dor é latente.
A dor que move o corpo do ator e se disfarça de dor e provoca risos e choros e faz transbordar almas de seres existentes nesse ser. Pergunto-me se não é essa existência múltipla que faz a angústia pairar em meu peito. Apertar, corroer estourar... Almas de pipocas brancas, simples e complexas.
Almas que revoam de sentimentos fazendo-me quase explodir e agir impensadamente causando-me mais tormento.
Minha salvação é talvez usar essa dor. Travestir-me com a dor que sinto e trazer à tona as almas que preciso tecê-las em minha rede de ilusões. Soprar balões para voarem alto e atingirem o ápice máximo que posso alcançar...
A minha dor me faz respirar e ter cada vez mais vontade de respirar. Sentir esse ar atassalhando minhas almas, rasgando minhas vestes, mastigando minhas entranhas e causando mais dor. Minha dor é minha arte. É minha arte agir sobre essa dor e torná-la produto aceito em palcos iluminados. É trazer de dentro de mim a minha dor e mostrar como se fosse sua. É mentir a dor que sinto. Sentir a dor que minto. E seguir em um ciclo que se fecha em fogo e espinhos em volta de minhas entranhas corrompidas, dilaceradas.
Minha dor me faz viva e lúcida de mim, mas me torna louca e perdida da vida que me cerca.
Minha vida, minha erva. Meu veneno e redenção.
A minha dor faz pulsar forte o meu coração. Faz bater as asas de minha imaginação e me faz sentir que há algo útil para ser feito. É conviver, existir, apropriar e usar, e viver, e amar. Por que a dor... vai doer do mesmo jeito.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Uma noite bem dormida com barulhos sem fim. Acordo cansada, com saudade de você em mim.
Seu abraço curador, há muito, não está por perto. Mas, fecho os olhos e caio em doces e nuvens, enquanto você me abraça, sempre que deito.
Sinto o meu peso, e seu abraço me consola. O cheiro, o sabor...
Como eu queria ter você agora, além de em minha imaginação. Sua falta invade os sonhos, e os doces tonam-se negros, derretem, pingam em estradas sujas com camadas de uma poeira fina e grudenta.
A sujeira impregnada me incomoda, mas não mais do que saber que não o tenho aqui.
Você traz a tona tudo o que há de bom dentro de mim, mas quando se vai, tudo se esvai. Fica apenas o que fica de tu, que pode não parecer e nem ser muito, mas preenche todo o meu ser.
Seu abraço curador, há muito, não está por perto. Mas, fecho os olhos e caio em doces e nuvens, enquanto você me abraça, sempre que deito.
Sinto o meu peso, e seu abraço me consola. O cheiro, o sabor...
Como eu queria ter você agora, além de em minha imaginação. Sua falta invade os sonhos, e os doces tonam-se negros, derretem, pingam em estradas sujas com camadas de uma poeira fina e grudenta.
A sujeira impregnada me incomoda, mas não mais do que saber que não o tenho aqui.
Você traz a tona tudo o que há de bom dentro de mim, mas quando se vai, tudo se esvai. Fica apenas o que fica de tu, que pode não parecer e nem ser muito, mas preenche todo o meu ser.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
tuDutuDutuDu...
É estranha a agonia de tentar fugir de quem você é. Talvez seja mais estranho não saber o porquê de tantos motivos para fugir. É sempre uma questão de fuga. Tanta fuga que não leva a lugar nenhum... Tanta esperança de ouvir as respostas certas para todas as perguntas que nunca terão coragem de sair. Presas na garganta. Morrem nas presas, sugadas, consumidas em dúvidas cortantes como adagas.
É como se fosse um sonho e quanto mais eu corro, mais fico distante do que tenho buscado desde o começo. Por que as coisas querem estar longe, correndo, e sorrindo de longe como se a brincadeira tivesse alguma graça?
Mas eu tenho algo comigo. Algo que não foi nada fácil de conseguir, algo que pensei que nunca alcançaria, não importa o quanto eu corresse, buscasse e então de repente eu olho e ele está ao meu lado, justo quando canso de correr. E é tão valioso... Eu não deixarei partir. Não facilmente, não sem lutar. Dessa vez usarei todas as armas que eu puder pra mantê-lo sob as asas de um sentimento que não demonstra todas as dúvidas que tem.
Eu e ele temos algo pra escrever. Uma história que desde o início mostrava-se épica, de dimensões imensuráveis e de forma indefinida. Talvez seja isso o que eu mais ame. Mas eu o amo.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Tô sufocando, afundando, me afogando em divisões de mundo que, há muito, tomaram qualquer espaço que eu pudesse ter tido algum dia.
Mas não lembro disso ter acontecido, ou melhor, quando isso aconteceu.
Quando existiu esse espaço. Perdido no tempo.
Perdida, eu penso em que sentido isso tudo pode ter. O que não significa, fico esperando, sem saber.
O que tem nessa esperança?
Cansaço..
Mas não lembro disso ter acontecido, ou melhor, quando isso aconteceu.
Quando existiu esse espaço. Perdido no tempo.
Perdida, eu penso em que sentido isso tudo pode ter. O que não significa, fico esperando, sem saber.
O que tem nessa esperança?
Cansaço..
Ainda que de coração partido...
Oh amor... Todas as coisas que eu quero te contar cabem em minhas singelas palavras...
Às vezes não consigo te falar.
Não é fácil traduzir o que eu sinto. E se é algo ruim, eu te minto, omito, finjo estar tudo bem...
Só para não correr o risco de machucar.
Sei que essa posição te incomoda e prometo, meu bem querer, que estou tentando mudar.
Um dia, quem sabe, vou te contar tudo o que eu sentir, viver e acontecer.
Obrigada por seu significado, obrigada por estar ao meu lado e tanto amor me ofertar.
Você sabe e eu sei, que haja o que houver, e estejas tu onde estiveres, eu sempre hei de te amar!
Ainda que de coração partido...
Às vezes não consigo te falar.
Não é fácil traduzir o que eu sinto. E se é algo ruim, eu te minto, omito, finjo estar tudo bem...
Só para não correr o risco de machucar.
Sei que essa posição te incomoda e prometo, meu bem querer, que estou tentando mudar.
Um dia, quem sabe, vou te contar tudo o que eu sentir, viver e acontecer.
Obrigada por seu significado, obrigada por estar ao meu lado e tanto amor me ofertar.
Você sabe e eu sei, que haja o que houver, e estejas tu onde estiveres, eu sempre hei de te amar!
Ainda que de coração partido...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
É estranho estar tão perto e tão longe.
Sinto-me feliz em senti-lo cada vez mais perto, mais forte dentro de mim.
O sorriso está dentro do meu corpo, correndo, nadando nos caminhos dentro de mim.
Você me completa de um jeito que me deixa flutuando, pairando como se não houvesse nada cá dentro.
Eu te amo tanto, menino.
Sinto o tempo todo uma vontade imensa de cuidar de você, torná-lo mais forte, mas bonito, mais completo, mais meu.
Meu menino de sorriso bonito e olhos que me entregam o universo.
Beijando-o sinto-me no meu lugar no mundo.
No lugar certo.
Você.
Sinto-me feliz em senti-lo cada vez mais perto, mais forte dentro de mim.
O sorriso está dentro do meu corpo, correndo, nadando nos caminhos dentro de mim.
Você me completa de um jeito que me deixa flutuando, pairando como se não houvesse nada cá dentro.
Eu te amo tanto, menino.
Sinto o tempo todo uma vontade imensa de cuidar de você, torná-lo mais forte, mas bonito, mais completo, mais meu.
Meu menino de sorriso bonito e olhos que me entregam o universo.
Beijando-o sinto-me no meu lugar no mundo.
No lugar certo.
Você.
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