quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Surreal
Tão surreal tornou-se minha felicidade. Tão cheia de leite e açúcar, que ao comê-la no café percebo o quanto estou viciada e o quanto gosto de estar.
consigo ver a diferença de meu mundo com e sem essa sensação e mesmo sabendo que posso viver sem, prefiro continuar alimentando essa sede de sentimentos e sensações que despertam ao por do sol.
fragmentos... juntam-se como espelhos em um rosto deformado e bonito. Mais belo do que poderia ser... Mais belo do que sou capaz de acreditar que fosse capaz. É estranho. Não ruim.
e se tiver que acontecer coisas desse tipo?
E se não for capaz de suportar, de entender as necessidades alheias a minha e a sua idéia de vida?
será que o vidro cai ao chão e seus pedaços tornam-se menores?
Tantos pensamentos. E passam tão rápido que não tenho tempo de ordená-los, quanto mais de decidir quais são certos e quais são errados. Não preciso crer no mundo. Ele não crê em mim. Mas nós conseguimos viver isso sem precisar acreditar. Não queremos saber as verdades e as mentiras, amor. Queremos passar por elas entrelaçando-as, desconhecendo-as tocando o ponto firme que traz o tremor, sugando todo o desejo e paciência. fervendo as partes frias e engolindo o que não quer aparecer.
Eu quero você com uma força animal, às vezes e não tento conter o que a natureza me dá de graça.
Dedos descansam correndo em mim. Sopro frio, pele arrepiada e essas palavras mal faladas que me chegam em suspiro.
Brilho de um olhar desmanchado em farinha e ovos, batido com leite... Um olhar de mel, olhar mole e delicado e que me faz sentir uma dor. Gosto de dor.
Alguns tipos de dor são feitas pra nos aperfeiçoar os sentidos.
cortes e espuma e escorpiões traidores. Vento e sol, mar... Além do mar, cachoeira...
E uma queda sem fim.
Surreal
Tão surreal tornou-se minha felicidade. Tão cheia de leite e açúcar, que ao comê-la no café percebo o quanto estou viciada e o quanto gosto de estar.
consigo ver a diferença de meu mundo com e sem essa sensação e mesmo sabendo que posso viver sem, prefiro continuar alimentando essa sede de sentimentos e sensações que despertam ao por do sol.
fragmentos... juntam-se como espelhos em um rosto deformado e bonito. Mais belo do que poderia ser... Mais belo do que sou capaz de acreditar que fosse capaz. É estranho. Não ruim.
e se tiver que acontecer coisas desse tipo?
E se não for capaz de suportar, de entender as necessidades alheias a minha e a sua idéia de vida?
será que o vidro cai ao chão e seus pedaços tornam-se menores?
Tantos pensamentos. E passam tão rápido que não tenho tempo de ordená-los, quanto mais de decidir quais são certos e quais são errados. Não preciso crer no mundo. Ele não crê em mim. Mas nós conseguimos viver isso sem precisar acreditar. Não queremos saber as verdades e as mentiras, amor. Queremos passar por elas entrelaçando-as, desconhecendo-as tocando o ponto firme que traz o tremor, sugando todo o desejo e paciência. fervendo as partes frias e engolindo o que não quer aparecer.
Eu quero você com uma força animal, às vezes e não tento conter o que a natureza me dá de graça.
Dedos descansam correndo em mim. Sopro frio, pele arrepiada e essas palavras mal faladas que me chegam em suspiro.
Brilho de um olhar desmanchado em farinha e ovos, batido com leite... Um olhar de mel, olhar mole e delicado e que me faz sentir uma dor. Gosto de dor.
Alguns tipos de dor são feitas pra nos aperfeiçoar os sentidos.
cortes e espuma e escorpiões traidores. Vento e sol, mar... Além do mar, cachoeira...
E uma queda sem fim.
domingo, 12 de setembro de 2010
Girando...
É que no fim das contas eu sou muito mais fraca do que eu gostaria de ser e todas as coisas não feitas machucam minha virgindade proclamada por agostos sem fim... Luas e planetas estão sempre em desalinho e eu estou cansada demais pra suportar tais mudanças de energia.
Girando...
Girando...
Boas notícias carregadas de culpa e vergonha que deixam minha alma pesada, choro para aliviá-la, mas por vezes não é o suficiente.
Quero chorar, mas não quero ninguém me perguntando o porque. As lágrimas são minhas. O Porque é meu!
Não tenho meu espaço e por isso permaneço perdida em espaços criados dentro de mim.
Um bem estar interno. Uma fuga de um mundo externo que me fere, que quer me devorar.
Penso. Existo em mim. Sou diferente de tudo o que vêem. Não consigo me mostrar.
Talvez eu não seja digna de mostrar.
Talvez ninguém seja digno de ver!
eu choro só e minha solidão trás lágrimas para acrescentar.
Não há o que reclamar. Não há o que ceder...
Me perco. Minha procura é sem fim dentro de um eu desconhecido. Inventado diante das circunstâncias. Existência criada. Sendo formada por fendas em mim.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Lindo dia de sol
Ainda permaneço no meu sonho. Com um sorriso bobo, como num limbo, sem querer me apartar daquela energia boa que você trouxe.
Você era toda a luz do espaço onde a cena do meu sonho se desenrolava envolta em magia e felicidade. A falta que eu sinto de você foi amenizada, porque sua 'visita' fez-me sentir uma parte de você. Bem viva dentro de mim.
Sempre o amei e a sensação foi que não te perdi por inteiro quando você se foi.
O maior amor ágape que fui capaz de sentir, desde sempre, desde que o vi.
um dos homens do meu coração, da minha vida..
Uma de minhas maiores dúvidas...
Mas você nunca será um arrependimento!
Eu amo você.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Meu poço sem fundo
A insegurança, por vezes me parece um veneno pior que o ciúme. Talvez por ser seu maior provocador.
Pareço distante certas vezes. Distante de mim mesma. Uma distância dolorida, pagada com vodca, limão e gelo, além de um pouco de açúcar, pois já amarga o peso de falsas promessas feitas por nós dois. um amor que sempre existirá, mas que faz eu me perguntar sempre, por que não conseguimos falar tudo o que importa, tudo o que deveríamos falar uma para o outro...
Sinto um medo estranho, inconstante em seu medo. Mas é tudo tão bonito;
Se não for só aparência. Isso só a verdade vai dizer. Ou o tempo.
Será que você lembra de tudo o que me diz em seu íntimo. Será que toda a nossa invenção não é o suficiente pra estarmos abertos?
tudo para na garganta de minha felicidade e se segura nas crenças para não sair, pra não destruir o que quer que seja que eu acredite existir aqui.
quanta vontade de gritar pra todos os ventos, mas eles não param pra me ouvir e não levam tudo embora.
As coisas ficam... As palavras tornam-se adagas adentrando chagas mal fechadas.
Há coisas que não queremos ouvir.
Há outras que precisam ser ditas e não conseguimos falar.
Por que somos humanos. Somos fracos o suficiente pra sucumbir em nós mesmos
sem tentar pedir a ajuda de alguém.
Me tire daqui e esqueças as coisas que eu não falei. Finja que nada disso existiu
por que o que me dói não é ter feito e sim não sentir culpa e nem remorso por ter feito.
Não me arrependendo me sinto traindo de verdade uma confiança depositada em anos
de submissão e nacos mastigados com dentes de ferro...
Bobeira e diversão e tanta vida e tanto medo...
As coisas que eu escrevo são um desabafo silencioso de uma mente que tende a não parar um só segundo...
Ando tensa, não descanso...
Quero cair durante anos num poço sem fim e te encontrar cada vez mais fundo em mim...
Quase certeza que será assim.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Mundo girando, cabeça parada...
Parada, mas não nesse mundo.
É como se eu girasse em torno do mundo procurando cobrir o sol com lágrimas e nuvens que não existem.
Toda essa felicidade em meus bolsos e eu não sei o que fazer com ela.
Entretenimento vão que me faz fugir das coisas lógicas..
Não... Não há nada lógico nisso.
Não é lógico. Não é pra ser lógico. É amor, vida, felicidade, ilusão, estranhamento, medo e tudo de uma forma boa e crescente.
Eu tenho tanto medo de você e do que você me dá sem que eu peça, mas não totalmente.
Dá e toma. Dá.... Dá... Toma e se entrega e eu aqui te vendo, vendendo minha alma pra apostar todas as fichas nesse jogo incerto.
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Eu só não sei se é a forma certa de lidar com tudo isso...
Por que minha face afunda na lama e eu perco a respiração
mas quero afundar o resto de mim.
Tantas provas que tudo é diferente. Busco diferenças em situações iguais
e tudo fica parado. Pairando... Estou pairando nos braços
de um sentimento sem pé nem cabeça.
E tudo passa... E eu aqui.
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