terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As voltas que  mundo dá deixam os acontecimentos mais fáceis de serem entendidos.
Muitas voltas depois, percebo o quanto reclamei à toa. Quão sábio pode ser o destino a despeito daquilo que desejamos para nós mesmos.
O que mudaria um futuro idealizado para um realmente bom?
Gosto de sentir cada minúscula sensação. Cada sopro em milímetros de pele e músculos e o que vem depois.
O crescente dessas sensações me anestesia em meu mundo real idealizado e percebo que no fim das contas não dá pra ser mais feliz do que sou comigo mesma. Mais alegre, sim! Sempre!
Mas, mais feliz, acho difícil.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Meu corpo tem demonstrado em claros sinais de sombra e dor, o quanto a minha alma sente-se sufocada.
Sinto que lutar tem me roubado as forças e que eu talvez não aguente por muito tempo. 
Sou uma inútil.
É o que me tornei ao longo da caminhada e agora as lágrimas que teimo em não deixar cair tem me afogado constantemente.
As luzes iluminam olhos distantes demais para que eu consiga enxergar.
Essa é a sensação de ser alguém sozinho no mundo.
Ninguém está preparado para ouvir a verdade.
Falando em ouvir, não me interessam as palavras de auto-ajuda de quem nem mesmo acredita nelas.
A escuridão sob meus olhos reflete a escuridão em mim.